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Azeite mineiro é premiado com medalha de ouro em concurso na Itália

01/07/2026 às 17h44
azeite sul de minas gerais
Crédito: Azeite Alto da Serra / Divulgação

O azeite Alto da Serra Blend, produzido no município de Cristina, no Sul de Minas Gerais, conquistou medalha de ouro na edição 2026 do Evo International Olive Oil Contest. A cerimônia de premiação ocorreu, em Palmi, na região italiana da Calábria. O azeite mineiro ainda foi classificado entre os cinco melhores da América do Sul, disputando o prêmio Raúl C. Castellani.

O produto é extraído no campo experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Maria da Fé. Para o produtor Alisson Moreira, a conquista representa o resultado de anos de dedicação à qualidade. “Esse é o primeiro concurso que a gente participa. O foco sempre foi a qualidade e a gente está buscando mais excelência. Estamos muito contentes”, comemora.

Da oliveira à medalha

A trajetória de Alisson na olivicultura começou em 2016, quando ele buscou informações na Epamig após conhecer a boa adaptação da oliveira na região serrana do Sul de Minas. “Quando conheci a história da oliveira e soube que o azeite daqui era muito bom, passei a me aprofundar no assunto”, conta o produtor. O plantio foi iniciado no final de 2017.

O cultivo é familiar e ocupa uma área de 1,5 hectare, em altitude de 1,5 mil metros, com 340 oliveiras. A primeira produção, em 2022, rendeu cerca de 12 litros de azeite. Em 2024, surgiu a marca Alto da Serra, que comercializa os azeites na propriedade, em empórios parceiros e pela conta oficial no Instagram. Em 2026, foram extraídos 304 litros.

A ideia de inscrever o produto em um concurso internacional veio da percepção de especialistas sobre a qualidade do azeite. “Os especialistas da olivicultura nos chamaram atenção para a qualidade do nosso azeite. A partir daí veio a ideia de inscrever o produto no concurso. Sabia que era bom, mas minha percepção é de consumidor. Tenho vontade de fazer um curso de sommelier para conhecer melhor as características e a complexidade do azeite que produzimos aqui”, afirma Alisson.

Qualidade reconhecida pela pesquisa

Para o pesquisador da Epamig Luiz Fernando de Oliveira, os prêmios atestam a maturidade crescente da olivicultura mineira. “A produção é incipiente, desafiadora e, safra após safra, temos obtido produtos que se destacam por atributos de qualidade como frutado, amargor e picância. O que demonstra que estamos no caminho certo”, afirma.

Minas entre os finalistas do Prêmio CNA Brasil Artesanal 2026

Além do reconhecimento internacional, cinco azeites mineiros foram classificados entre os dez finalistas do Prêmio CNA Brasil Artesanal 2026 – Azeite de Oliva, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O concurso é voltado exclusivamente a produtos nacionais e contempla as categorias monovarietal e blend, avaliados por parâmetros como amargor, picância, frutado, complexidade e equilíbrio.

A avaliação técnica foi realizada em Brasília com a participação de especialistas da Epamig, Embrapa e UFCS Porto Alegre.

O júri popular contou com os azeites mineiros Mantikir Summit Premium e L’Az, na categoria Blend, e Mantikir Grappolo, Alto das Oliveiras e Aiu, na categoria monovarietal, entre os concorrentes. O prêmio também inclui etapa de julgamento da história da produção, que considera a identidade dos azeites e valoriza o terroir e o trabalho desenvolvido no campo.

Pedro Rocha Franco

Pedro Rocha Franco é jornalista desde 2007 e bacharel em ciências sociais. Foi repórter do jornal Estado de Minas, editor do portal O Tempo e head do departamento de jornalismo digital da Itatiaia. Hoje é gerente executivo do BHAZ. Além disso, colaborou com UOL e Repórter Brasil.

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