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Governo libera renegociação de R$ 100 bilhões em dívidas do agro para evitar colapso

15/07/2026 às 18h36
agro
Pixabay

O governo federal vai publicar ainda hoje uma medida provisória para destravar a renegociação de mais de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

Nova MP para renegociação de dívidas do agro

A medida é o resultado de um ano de intensas negociações entre a equipe econômica e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O objetivo é evitar que o endividamento bloqueie o acesso ao crédito rural para a próxima safra.

O governo ainda não divulgou o impacto fiscal oficial da medida, que será detalhado em nota após a publicação da MP. Durigan já sinalizou um custo adicional da ordem de R$ 2 a R$ 3 bilhões por ano aos cofres públicos.

Quem pode aderir: critérios de elegibilidade

O benefício alcança produtores e cooperativas que registraram prejuízos entre 2019 e 2025.

A regra geral exige a comprovação de perdas em duas ou mais safras e redução de ao menos 30% da renda bruta. Já para quem teve perdas mais graves, o critério sobe para prejuízos em três ou mais safras e queda de 40% na renda.

Condições financeiras: juros e prazos

Os prazos de pagamento variam conforme a gravidade do prejuízo. Produtores na regra geral podem quitar os débitos em até oito anos.

Nos casos mais críticos, especialmente por eventos climáticos severos, o prazo chega a dez anos. Ambas as modalidades oferecem carência de dois anos e dispensam a necessidade de entrada.

As taxas de juros para quem teve perdas graves caem para 5% no Pronaf, 8% no Pronamp e 11% para os demais. Na regra geral, os juros são levemente superiores: 6%, 9% e 12% ao ano.

Limites de renegociação por perfil

O governo estabeleceu tetos para cada categoria de produtor. Beneficiários do Pronaf podem renegociar até R$ 400 mil na regra geral, podendo chegar a R$ 1 milhão em casos graves.

Para o Pronamp, os limites variam de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões. Já os demais produtores podem renegociar até R$ 4 milhões no plano geral ou saltar para R$ 8 milhões se comprovarem perdas severas.

Pedro Rocha Franco

Pedro Rocha Franco é jornalista desde 2007 e bacharel em ciências sociais. Foi repórter do jornal Estado de Minas, editor do portal O Tempo e head do departamento de jornalismo digital da Itatiaia. Hoje é gerente executivo do BHAZ. Além disso, colaborou com UOL e Repórter Brasil.

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