Uma música ainda não lançada pela dupla Zé Neto e Cristiano, intitulada ‘Oi, tudo bem?’ teria sido alvo de uma decisão da Justiça de São Paulo, com veto à divulgação do conteúdo. É o que afirmou Zé Neto, em vídeos publicados nas redes sociais.
Segundo o cantor, a faixa seria lançada no início de abril. Um trecho da música fala sobre um homem com vários relacionamentos. A letra em si não cita o Vorcaro diretamente, mas a música mostra diálogos que ele tinha com algumas mulheres. Essas informações se tornaram públicas quando foram divulgadas mensagens de conversas captadas no WhatsApp do investigado, no contexto da operação Compliance, que apura fraudes do Banco Master.
Zé Neto afirmou que recebeu uma intimação judicial relacionada à música. Segundo ele, a notificação chegou ao escritório da equipe e, inicialmente, foi interpretada como uma possível brincadeira de 1º de abril.
“Tem uma música aí que a gente vai lançar e a gente nem lançou ainda, vazou um pedaço dela. […] Eis que chegou uma intimação pra gente hoje no escritório”, disse.
O artista relatou que o processo corre em segredo de Justiça e, por isso, não pode detalhar o conteúdo da ação nem as acusações envolvidas. Ele também demonstrou estar confuso com a situação. “Eu nem sei se a gente lança ou não, tô até meio com medo”, afirmou.
Em outra publicação, o cantor voltou a mencionar o caso e disse que foi a primeira vez que a dupla enfrentou esse tipo de situação. “Nunca aconteceu isso com a gente”, declarou, acrescentando que aguarda o andamento do processo.
A música estava prevista para ser lançada em 9 de abril. Até o momento, não há confirmação sobre a divulgação da faixa.
Veja registro de Zé Neto nas redes sociais:
Prisão de Vorcaro e ameaças
Por determinação de André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro Daniel Vorcaro foi novamente preso em março, após uma série de ofensas e ameaças contra ‘desafetos’ em um grupo de WhastApp. Ele já havia sido detido em novembro do ano passado, conseguiu liberdade provisória, mas as ameaças o levaram de volta à prisão.
No processo, que embasou a decisão do ministro, a Polícia Federal revela que o empresário ordenou que um jornalista, concorrentes empresariais e ex-funcionários fossem intimidados, sempre que a atuação fosse encarada como prejudicial aos negócios do grupo suspeito de fraudes no Banco Master.
Nessa fase da operação Compliance Zero, a Polícia Federal investigou, além dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos, essas ameaças.
O monitoramento dos alvos era feito por integrantes de um grupo denominado “A Turma”, coordenado por Luiz Phillipi Mourão, alvo de um dos mandados de prisão nesta quarta-feira (04). Ele mantinha contato direto com o banqueiro e agia como um prestador de serviços.
As investigações começaram no início de 2024, após requisição do Ministério Público Federal para apurar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.
As conclusões, até o momento, indicam que o caso do Master pode representar a maior fraude financeira já praticada no país. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) estima, por exemplo, que os ressarcimentos a clientes prejudicados devem ultrapassar os R$ 50 bilhões.
As mensagens privadas, entre Vorcaro e algumas mulheres, teriam sido vazadas a partir dessa investigação. Após as conversas íntimas circularem, Mendonça determinou novo sigilo com relação aos textos pessoais.










