A foto de um cartaz com “novas regras” de um açougue tem repercutido nas redes sociais, nesta quarta-feira (6), por conta da mensagem que reflete o triste cenário do Brasil atual: “Osso é vendido e não dado”. Os dizeres estão afixados na vitrine de um mercado de carnes em Florianópolis, Santa Catarina e o dono explica que continua oferecendo ossos para pessoas necessitadas, mas precisou adotar a medida para evitar os pedidos vindos de clientes.
Com a repercussão da foto, vários internautas opinaram sobre o cenário econômico do país, e atribuíram a situação ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido). “No Brasil com Bolsonaro, “o osso é vendido e não dado”. Como tem gente que se isenta ou ainda apoia esse genocida eu não entendo!”, disse uma pessoa.
“Como vegano, queria muito ver a queda no consumo de animais como parte da conscientização das pessoas sobre os direitos animais. Não é o que vemos: as pessoas tem comido cada vez pior por conta da miséria imposta por este governo de morte. Trágico!”, opinou um outro usuário.
No Brasil com bolsonaro “o osso é vendido e não dado”. Como tem gente que se isenta ou ainda apoia esse gen0cida eu não entendo! #ForaBolsonaro pic.twitter.com/KZamIYJ5tu
— Mirella Cerboncini ?? (@micerboncini) October 6, 2021
Como vegano, queria muito ver a queda no consumo de animais como parte da conscientização das pessoas sobre os direitos animais. Não é o que vemos: as pessoas tem comido cada vez pior por conta da miséria imposta por este governo de morte. Trágico!https://t.co/Xm7e3oMFvU
— William De Lucca (@delucca) October 6, 2021
Situações desse tipo estão se tornando cada vez mais comuns em diversos estabelecimentos do Brasil. Em Belo Horizonte, um supermercado da região Leste chegou a colocar alarmes antifurto nas carnes nobres, conforme mostrou o BHAZ. A prática foi adotada para evitar que os alimentos fossem furtados.
“Já tem tempo que os alarmes antifurto foram instalados, mas agora que têm chamado a atenção. Isso é preciso ser feito pois, infelizmente, muita gente acaba pegando o produto e escondendo em caixas e saindo do estabelecimento sem pagar. É uma precaução adotada”, explicou o diretor do Mercado Mineiro.
Consumo de carne bovina é o menor em 25 anos
A foto foi feita pela reportagem do G1, que conversou com o dono do açougue, Ari dos Santos. Ele contou que a procura por ossos de boi começou a aumentar há cerca de um ano e, por isso, o cartaz com o preço do produto teve que ser colocado no estabelecimento.
“Sempre vendi, mas aumentou”, afirmou. “Quando vem uma pessoa necessitada, eu ainda faço a doação”, detalhou. O dono do açougue, que está há 20 anos em Florianópolis, relatou que tem buscado por alternativas para manter as vendas.
“Desde a pandemia, caiu muito o movimento. As pessoas não estão mais comprando a carne aqui”, disse Ari. Helo Santos, de 60 anos, revelou que parou de comprar o alimento durante a pandemia e agora substitui por ovos, peixes, legumes ou verduras.
“Não como mais carne de gado, não. Não tem como, está tudo muito caro”, comentou a senhora. De acordo com os dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o consumo de carne bovina entre os brasileiros caiu para o menor nível em 25 anos nesta pandemia.







