TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Brasil em alerta para Super El Niño: governo mobiliza 20 ministérios diante da ameaça

18/06/2026 às 13h38 - Atualizado em 18/06/2026 às 13h42
Super El Niño pode se formar em 2026, diz agência dos EUA
Informção foi confirmada pela NOAA nessa quinta-feira (11). (IMAGEM ILUSTRATIVA: Pixabay/Reprodução)

O governo federal colocou 20 ministérios em estado de prontidão para responder aos impactos do Super El Niño, fenômeno climático cujos efeitos devem se estender até o próximo verão. O alerta foi reforçado nesta quinta-feira (18) pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da da Empresa Brasileira de Comunicação.

O El Niño é causado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico e tem efeito direto sobre o clima brasileiro: provoca chuvas intensas e inundações na Região Sul do país e estiagem severa nas regiões Norte e Nordeste. Segundo meteorologistas, o fenômeno já está ativo e seus impactos devem se intensificar nos próximos meses.

“O Brasil está, sim, mais preparado. A vigilância está permanente, os órgãos mobilizados, os planos de contingência já estão em curso. Nunca faltaram e não faltaram recursos humanos, orçamentários e financeiros”, disse o ministro Góes.

Sala de situação e monitoramento em tempo real

Para coordenar a resposta, o governo montou uma sala de situação que acompanha em tempo real o desenvolvimento da crise climática. O espaço é coordenado pela ministra Miriam Belchior e reúne, de forma permanente, órgãos técnicos como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além das defesas civis estaduais e municipais de todo o país.

“Estamos com uma sala de situação montada pelo governo do Brasil e com 20 ministérios mobilizados. Tem toda uma experiência já acumulada, uma preparação e uma determinação de vigilância, monitoramento, mobilização e planos de contingência em relação aos estados e municípios, que está em curso”, afirmou Góes.

Apesar da estrutura de monitoramento, o ministro reconheceu que a tecnologia tem limites diante da intensificação dos eventos extremos. Ele citou as enchentes no Rio Grande do Sul, a estiagem na Região Norte e o tornado no Paraná como exemplos recentes que testaram a capacidade de resposta do Estado.

“Nós temos tido uma mudança muito drástica em termos de questão climática. Isso tem intensificado a frequência e a intensidade dos eventos extremos. Os modelos matemáticos, às vezes, não alcançam aquela previsão com uma determinada previsibilidade assertiva”, disse Góes.

Forças Armadas e resposta integrada

Em situações de calamidade, o ministério de Góes costuma ser o primeiro a chegar às regiões afetadas, já que a Defesa Civil Nacional está sob sua responsabilidade. Uma vez reconhecida a emergência, todo o aparato federal é acionado — incluindo, quando necessário, as Forças Armadas.

“Ao reconhecer uma situação de emergência ou calamidade, eu habilito todo o Governo Federal a entrar. Nós chegamos a empregar equipamentos, tecnologia, pessoal, navios, tudo que as Forças Armadas tinham para oferecer para poder assistir as pessoas”, explicou o ministro.

Pedro Rocha Franco

Pedro Rocha Franco é jornalista desde 2007 e bacharel em ciências sociais. Foi repórter do jornal Estado de Minas, editor do portal O Tempo e head do departamento de jornalismo digital da Itatiaia. Hoje é gerente executivo do BHAZ. Além disso, colaborou com UOL e Repórter Brasil.

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ