Suzane Louise Von Richthofen, presa desde 2002 pelo assassinato dos pais, deixou a prisão na tarde desta quinta-feira (11) após conseguir progressão ao regime aberto. A informação foi confirmada ao BHAZ pela Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP).
Suzane cumpria a pena de 39 anos de prisão na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo. Ela deixou o presídio às 17h50, em cumprimento ao alvará de soltura concedido pela Justiça.
Ao BHAZ, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o processo de cumprimento de pena de Suzane Richtofen corre sob segredo de Justiça, mas confirmou que uma decisão da 2ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté, proferida nesta quarta-feira (11), concedeu a ela a progressão ao regime aberto.
Caso Richthofen
Suzane Von Richthofen foi condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os pais, Manfred e Marisia von Richthofen. O casal foi encontrado morto em 31 de outubro de 2002 na mansão em que moravam com os dois filhos na Zona Sul de São Paulo.
Os dois foram assassinados a pauladas enquanto dormiam pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, namorado e cunhado de Suzane. A motivação seria a recusa de Manfred e Marisia em aceitarem o relacionamento de Suzane com Daniel.
Na época do duplo homicídio, Suzane von Richthofen tinha apenas 18 anos e estudava direito na PUC de São Paulo. Naquele ano, ela foi para a Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, onde cumpria a pena desde então.
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‘Saidinhas’
Em 2015, Suzane teve a progressão da pena para o regime semiaberto. Desde então, o nome dela sempre virou assunto no noticiário devido as “saidinhas” da prisão em feriados e datas comemorativas, como Dia das Mães e Natal.
Em setembro do ano passado, a detenta foi autorizada pela Justiça a cursar biomedicina na Universidade Anhanguera, em Taubaté, no interior de São Paulo. Durante a semana, Suzane von Richthofen deixa a prisão às 17h para assistir às aulas e precisa retornar até às 23h45.
Em outubro deste ano, ela foi flagrada apresentando um trabalho sobre maternidade na 11ª edição do Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento (Cicted), evento acadêmico na Universidade de Taubaté.












