Vacina da Janssen: Veja possíveis efeitos colaterais, eficácia e mais

Vacina da Janssen
Sintomas apresentados geralmente são leves e moderados e não diminuem importância da vacinação (Fábio Marchetto/SES-MG)

O estado de Minas Gerais começou a distribuição de 342.300 doses da vacina da Janssen contra a Covid-19, a única com dose única aplicada no Brasil, nos últimos dias. Com a chegada de mais uma remessa desses imunizantes, que já estão sendo aplicados ao redor do país, a marca da vacina tem gerado dúvidas na população e burburinho nas redes sociais.

Assim como outras vacinas — não só as que imunizam contra a Covid-19 —, a dose da Janssen pode provocar alguns efeitos colaterais (veja detalhes sobre as marcas disponíveis no Brasil aqui). Isso não diminui a importância da imunização, já que as vacinas são amplamente testadas e as que já foram aprovadas não representam nenhum risco, apenas alguns sintomas geralmente leves e moderados.

Eficácia

Também é importante reforçar que, segundo o Ministério da Saúde, a vacina da Janssen tem 85% de eficácia, após 28 dias da data da aplicação, na prevenção da forma severa da Covid-19. Esse resultado foi constatado em todas as regiões em nas quais o estudo foi realizado.

Já nos casos em que a doença se apresentou de forma moderada, a eficácia foi de 66%. Os dados de eficácia e segurança se baseiam em estudo com 43.783 participantes em oito países, incluindo o Brasil, de três continentes com uma população diversa e ampla, sendo 34% dos participantes com mais de 60 anos de idade.

Efeitos colaterais

De acordo com o próprio laboratório, os efeitos colaterais da vacina da Janssen contra a Covid-19 que foram relatados incluem:

Reações no local da aplicação

  • dor;
  • vermelhidão na pele;
  • inchaço.

Efeitos gerais

  • dor de cabeça;
  • sensação de muito cansaço;
  • dores musculares;
  • náusea;
  • febre.

Alergias

Ainda segundo o laboratório, assim como outras vacinas, o imunizante da Janssen pode causar uma reação alérgica grave. Esse tipo de reação geralmente ocorre dentro de alguns minutos a uma hora após a administração da dose.

Por esse motivo, quem aplica a vacina pode pedir que você permaneça no local onde recebeu a dose para monitoramento após a vacinação. Os sinais de uma reação alérgica grave podem incluir:

  • dificuldade de respirar;
  • inchaço no rosto e garganta;
  • batimento cardíaco acelerado;
  • erupção cutânea forte em todo o corpo;
  • tonturas e fraqueza.

“Esses podem não ser todos os efeitos colaterais possíveis da vacina. Efeitos graves e inesperados podem acontecer. A vacina continua sendo estudada em ensaios clínicos”, ressalta a Janssen.

O laboratório também reforça que quem apresentar uma reação alérgica grave deve ligar para o 192 ou ir até o hospital mais próximo. A pessoa também deve ligar para o local onde a vacina foi aplicada, seu provedor de vacinas ou seu profissional de saúde, se tiver algum efeito colateral que a incomode ou que persista.

Reporte os efeitos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alerta para a importância de profissionais de saúde e cidadãos comunicarem eventuais reações adversas causadas pelo uso de medicamentos ou tratamentos, incluindo vacinas. Isso pode ser feito por meio do VigiMed, sistema gratuito de informações que pode ser acessado aqui.

“Os cidadãos devem ser orientados a reportar efeitos adversos a qualquer tempo. Se [for um efeito] grave, a pessoa provavelmente vai voltar a procurar a instituição de saúde, mas é importante orientar as pessoas a notificarem também as reações menos graves; a informarem [a vigilância sanitária] o que tomou, quando tomou, quando começaram os sintomas e de que tipo foram”, ressalta a gerente de farmacovigilância da Anvisa, Helaine Capucho.

A Janssen também permite que as pessoas que receberam sua vacina contra a Covid-19 reportem os efeitos colaterais diretamente ao laboratório, neste link, ou ligando para o SAC pelo telefone 0800 701 1851 e escolhendo a opção 1.

Com Agência Brasil

Edição: Giovanna Fávero
Sofia Leão
Sofia Leãosofia.leao@bhaz.com.br

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduanda em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagem premiada pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021, além de figurar entre os finalistas do Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados.

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