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Carnaval 2024: Roubos em BH caem 37,4% neste ano em comparação com 2023

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Turistas também afirmaram se sentir seguros no estado, segundo pesquisa do Governo (Paulo Santos/BHAZ)

O Governo de Minas Gerais divulgou, na manhã desta quinta-feira (15), um balanço oficial sobre a segurança do Carnaval de 2024 no estado. Os índices apontam redução nos registros gerais de roubos, furtos, homicídios e casos de importunação sexual na capital e no interior. A sensação de segurança dos foliões também foi bem avaliada.

De acordo com o levantamento realizado pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais, 557 mil visitantes de outros estados estiveram em Minas durante o Carnaval, com destaque para turistas de São Paulo, Distrito Federal e Brasília. Ao todo, foram mais de 12 milhões de foliões nas ruas. Destes, 6,5 milhões no interior e 5,5 milhões em Belo Horizonte.

Apesar do aumento de público em relação ao ano passado, todos os crimes monitorados pelas Forças de Segurança durante os dias de folia tiveram representativa queda, tanto na capital quanto no interior, segundo dados apresentados no levantamento oficial do Governo. Confira abaixo a tabela que registra a variação entre os dois anos.

Dados comparam as datas que vão de sexta a terça-feira de Carnaval de 2023 e 2024
(Reprodução/Observatório de Segurança Pública/Sejusp/Reds)

O Governo de Minas atribui a alta dos índices de segurança no Carnaval do estado ao investimento na tecnologia – que permitiram, por exemplo, o cruzamento de dados -, o efetivo reforçado e o trabalho integrado entre órgãos. Entre os registros, destaca-se a queda no número de celulares roubados em BH, de 94 para 49, do ano passado para este. O valor representa uma diminuição de 47,8% nos casos registrados.

Importunação sexual e estupro

Em Minas Gerais, os dados de importunação sexual caíram 36,8%, diminuindo de 76 ocorrências na folia do ano passado para 48, no mesmo período deste ano. Em Belo Horizonte, a redução foi de 27,7%, com crimes reduzindo de 18 para 13 casos. No Carnaval da capital, a maior parte das vítimas (69,2%) tem idade entre 18 e 30 anos.

Atuação

Para o período carnavalesco no estado, a Polícia Civil organizou sua atuação em três pilares: repressão qualificada, mobilização social e reforço operacional. Em operações prévias ao feriado, a entidade deflagrou, entre primeiro de janeiro e sete de fevereiro de 2024, o cumprimento de 238 prisões e 433 mandados de busca e apreensão, totalizando 671 medidas – aumento de 54% em relação ao mesmo período de 2023.

Em atendimento ao público geral durante os festejos, a Delegacia Móvel esteve presente no Circuito Cultural da Praça da Liberdade em Belo Horizonte. Equipes da PCMG também atuaram em pontos de apresentação de blocos na capital, assim como em cidades do interior com tradições carnavalescas.

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), integrante do Circuito da Praça da Liberdade, também recebeu um núcleo de plantão integrado em atendimento a mulheres vítimas de violência. O núcleo foi composto pelas polícias Civil e Militar, além de integrantes da Defensoria Pública e do Ministério Público do estado.

Efetivo reforçado

Ainda segundo o documento do Governo, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) empregou todo seu efetivo durante a festa de rua: cerca de 36 mil homens e mulheres realizaram o policiamento do estado. O planejamento desenvolvido pela corporação incluiu o reforço de policiais militares não somente nos municípios mineiros, mas em áreas de balneários e rodovias.

A Polícia Civil contou com cerca de 1,2 mil servidores a mais nas escaladas dos quatro dias de Carnaval, e, com isso, reforçou o efetivo de unidades de plantão, de delegacias de cidades turísticas, das unidades periciais e do Instituto de Identificação.

Tecnologia

Pela primeira vez, o Carnaval de Belo Horizonte contou com o uso de tecnologia de reconhecimento facial em busca de foragidos da Justiça. Um banco de dados com o rosto de todos esses indivíduos que deveriam estar presos foi adicionado à nova ferramenta da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que atuou de forma em 2024. Banco de dados com informações e imagens de desaparecidos também estavam na mira do reconhecimento facial.

O trabalho de inteligência e de uso de sistemas de segurança para monitoramento de pessoas que utilizam tornozeleira eletrônica também apresentou resultados. De acordo com a Polícia Militar, foram flagradas 83 pessoas com tornozeleiras e em descumprimento de ordem judicial no Carnaval em todo o estado.

Somente na capital, foram 49 conduções de tornozelados por descumprimento dos acordos da medida judicial. Esse trabalho é realizado, de forma integrada, com a Polícia Penal do Estado, que realiza, ao longo do ano, o monitoramento 24h dos tornozelados.

Os foliões puderam acionar as forças de segurança pela internet, pela primeira vez, neste ano, por meio do Emergência MG. O serviço da Sejusp permitiu a chamada ao 190, 197 e 193 por meio de chat. Um único canal para pedido de ajuda que já funciona na capital e em mais nove municípios no estado.

Sensação de segurança

De acordo com pesquisa realizada pelo Observatório do Turismo de Minas Gerais e registrada no levantamento oficial do Governo, a sensação de segurança no estado foi bem avaliada pelos foliões que vieram de outras cidades e estados, na capital e no interior de Minas: 78% dos visitantes atribuíram nota de muito bom a ótima para este quesito, votando entre sete e dez, numa escala de zero a dez.

Segundo dados do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG), dez blocos informaram público superior a 150 mil foliões na capital. Outros 53 blocos tiveram público informado superior a 50 mil.

Thiago Cândido

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Colunista no programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Estagiário do BHAZ desde setembro de 2023.

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