‘A pandemia está muito longe de terminar’ diz diretor-geral da OMS

Representantes da OMS alertam sobre o longínquo término a pandemia
Representantes da OMS alertam sobre o longínquo término a pandemia (Imagem Ilustrativa/Mathias P.R. Reding/Unsplash)

A porta-voz da OMS (Organização Mundial da Saúde), Margaret Harris, disse que o fim da pandemia de Covid-19 está muito distante. Margareth citou o aumento dos casos nos últimos dados semanais durante entrevista concedida hoje (18). Anteriormente, a agência de saúde da ONU disse que a fase preocupante da pandemia poderia acabar ainda esse ano, dependendo da rapidez com que, entre outros quesitos, os países atingissem a meta de 70% da população vacinada.

Margaret Harris disse, durante uma entrevista em Genebra, que a pandemia está longe do fim. “Estamos definitivamente no meio da pandemia”, afirmou. Após meses de declínio, o número de casos mundial voltou a crescer na semana passada, com lockdown na Ásia e novos focos de surto.

“Há uma enorme desconexão crescendo onde, em alguns países com as maiores taxas de vacinação, parece haver uma mentalidade de que a pandemia acabou, enquanto outros estão passando por grandes ondas de infecções”, completou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“A pandemia está muito longe de terminar”, alertou. “Não terminará em nenhum lugar até que termine em todos os lugares.” O diretor também pediu aos fabricantes de vacinas contra a Covid-19 que disponibilizem mais vacinas para a COVAX, que fornece doses para países mais pobres. “Precisamos de doses agora e pedimos que adiantem as entregas o mais rápido possível”, concluiu.

Estado de emergência

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, comentaram sobre as ações governamentais direcionadas à pandemia de Covid-19 no Brasil. Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (18), na Cidade Administrativa, os líderes acenaram que a doença deve abandonar o status de emergência no país já nas próximas semanas.

Questionado sobre o tema, Queiroga discursou sobre o papel do Ministério da Saúde nessa determinação. “Na realidade, o Ministério tem a prerrogativa de estabelecer a duração da emergência sanitária. Em 2020, foi sancionada uma lei estabelecendo a emergência sanitária de importância nacional, e compete ao Ministério estabelecer a duração”, pontuou.

Logo em seguida, o ministro destacou que esse ato precisa ter como motivação e base a fundamentação epidemiológica e a análise do impacto regulatório da decisão. Mais que isso, deve dialogar com os indicadores, que atualmente mostram um número decrescente de casos confirmados em “vários municípios” brasileiros.

Edição: Roberth Costa
Giulia Di Napoligiulia.di.napoli@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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