A Justiça de Pernambuco decretou, na tarde desta segunda (23), a prisão do cantor Gusttavo Lima. A decisão é da juíza Andrea Calado da Cruz, do Tribunal de Justiça do estado. A informação foi confirmada pelo BHAZ, que teve acesso ao documento.
A prisão ocorre em razão da Operação Integration, que também prendeu a influenciadora e advogada Deolane Bezerra. A juíza acatou o pedido da Polícia Civil de Pernambuco e recusou os argumentos do Ministério Público do estado, que, na última sexta (20), tinha solicitado a substituição de prisões preventivas por outras medidas cautelares.
Além de Nivaldo Batista Lima, nome verdadeiro de Gusttavo Lima, também foi incluído o empresário Boris Maciel Padilha. Ao todo, o número de alvos da operação, que, anteriormente, eram 19, subiu para 22.
‘Prisão não pode ser vista apenas como medida punitiva’
Conforme a juíza Andrea Calado Cruz, é importante reconhecer que o jogo do bicho, assim como outros jogos de azar tem efeitos devastadores sobre famílias, atingindo a classe trabalhadora. “Essas práticas corroem o tecido social, fomentando a desigualdade e a destruição de famílias”, afirmou.
Além disso, ela explicou que a prisão não deve ser “vista apenas como uma medida punitiva, mas como um mecanismo de proteção da sociedade”. “Somente assim será possível evitar que a impunidade se perpetue e que os direitos dos
cidadãos sejam efetivamente defendidos”, completou.
Relembre o caso
No dia 4 de setembro, um avião que já esteve registrado no nome da empresa de Gusttavo Lima foi apreendido na mesma operação que prendeu Deolane. Na época, a assessoria do músico, em contato com o BHAZ, informou que a aeronave PR-TEN já pertenceu à Balada Eventos e Produções LTDA, fundada pelo cantor.
Conforme a Balada Eventos, por meio do advogado Cláudio Bessas,“a aeronave prefixo PR-TEN foi vendida por meio contrato de compra e venda, devidamente registrado junto ao RAB-ANAC para a empresa J.M.J Participações”.
“Portanto, empresa J.M.J é a proprietária e está registrada no RAB da ANAC como operadora até o deferimento do processo de transferência pelo órgão”, disse a empresa.
A Operação Integration, movimentada pela Polícia Federal, apreendeu um carro de luxo e o avião em questão, em Jundiaí (SP). A ação mira uma organização criminosa que movimentou R$ 3 bilhões provenientes de jogos ilegais.
Além disso, a Polícia Civil sequestrou bens e solicitou o bloqueio de ativos financeiros no valor de R$ 2,1 bilhões dos investigados. Uma das investigadas é Deolane Bezerra, presa em Pernambuco no início de setembro.







