A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) inicia, nesta segunda-feira (22), uma nova edição da “Escola de Masculinidades”, desta vez voltada para adolescentes e jovens de 13 a 21 anos. A proposta é simples na ideia, mas potente na prática: abrir espaço para conversa sobre comportamento, respeito, igualdade de gênero e prevenção da violência.
Parte dos jovens será encaminhada por programas socioeducativos ligados à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mas também há espaço para participação voluntária, como no caso de adolescentes vinculados à Asprom. A ideia é justamente misturar diferentes trajetórias para ampliar o debate.
Na prática, a “Escola de Masculinidades” funciona como um grupo de reflexão. Os encontros abordam desde situações do cotidiano até temas mais amplos, como comunicação não violenta, convivência familiar, responsabilidade afetiva e os impactos da violência nas relações.
A nova turma chega depois da primeira edição do projeto, realizada entre setembro e novembro do ano passado, quando 13 participantes concluíram a formação. Segundo a Defensoria, o grupo funcionou como um espaço seguro de troca e revisão de comportamentos, com foco em romper ciclos de violência e fortalecer relações mais saudáveis.
Quem participou relata mudanças na forma de enxergar atitudes do dia a dia. Um dos formandos contou que o curso ajudou a validar posturas que antes eram vistas como “fraqueza”, enquanto outro destacou a oportunidade de revisitar experiências marcadas por violência doméstica e repensar seu papel nas relações.
Com a nova edição, agora voltada para adolescentes, a expectativa é antecipar esse tipo de discussão. A aposta é que, quanto mais cedo essas questões forem trabalhadas, maiores as chances de evitar a repetição de comportamentos violentos no futuro.








