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A última vez que o Brasil virou um jogo de Copa, com gol de Neymar — e tudo que veio depois

29/06/2026 às 15h22
neymar recebe alta
(CBF/Divulgação)

O Brasil saiu perdendo para o Japão, em Houston, no Texas, pela Copa do Mundo 2026. A seleção de Carlo Ancelotti tem mais 45 minutos para tentar virar o jogo e seguir no torneio. A última vez que o Brasil virou um jogo na maior competição de futebol do planeta foi na Copa do Mundo de 2014, numa partida no Itaquerão, em São Paulo.

São Paulo, 2014: A noite da redenção que não salvou nada

O gol saiu do pé errado. Marcelo recebeu o cruzamento de Olic, tentou afastar e chutou para dentro do próprio gol, com a delicadeza involuntária de quem não queria estar fazendo aquilo. Era o 11º minuto da abertura da Copa do Mundo.

Neymar respondeu aos 29 minutos. Recebeu de Oscar, ajeitou o corpo, e bateu no canto esquerdo.

O segundo gol veio de pênalti, no segundo tempo — cobrado por Neymar. Oscar marcou o terceiro nos acréscimos, fechando o placar de 3 a 1, na abertura da Copa do Mundo de 2014.

Kazã, 6 de julho de 2018: A Bélgica e o contra-ataque perfeito

Quatro anos depois, sob o comando de Tite, o Brasil chegou à Copa da Rússia como um dos favoritos. A seleção havia passado pela fase de grupos com uma campanha sólida, eliminado o México nas oitavas de final por 2 a 0, e enfrentava a Bélgica nas quartas com confiança.

Logo no primeiro tempo, um escanteio belga resultou em gol contra de Fernandinho, que desviou a bola para dentro do gol ao tentar se antecipar a De Bruyne. O segundo gol veio em um contra-ataque rápido e letal: Lukaku avançou, lançou De Bruyne em velocidade, e o meia bateu cruzado antes que a defesa brasileira pudesse se organizar. 2 a 0 na Rússia, e o Brasil precisava de uma reação que não veio a tempo.

Renato Augusto diminuiu com um cabeceio no segundo tempo, mas o gol não foi suficiente. O Brasil voltava para casa.

Doha, 9 de dezembro de 2022: A Croácia, outra vez

A Copa do Catar havia começado com o Brasil arrancando aplausos do mundo inteiro. A goleada sobre a Coreia do Sul (4 a 1) nas oitavas foi animada com danças do grupo, que comemorava cada gol com coreografias ensaiadas.

Nas quartas de final, a Croácia. A mesma Croácia que havia sofrido a virada histórica de 2014 no Itaquerão.

O tempo regulamentar terminou sem gols. A prorrogação caminhou lenta até o 15º minuto do segundo tempo extra, quando Neymar — que havia igualado Pelé como maior artilheiro da seleção na Copa durante o torneio — fez tabelinha com Paquetá, driblou Livakovic, e chutou para o alto da rede. 1 a 0. O Brasil parecia estar nas quartas de final.

Quarenta e seis segundos depois, o meia Petkovic avançou pela esquerda e chutou. A bola desviou em Marquinhos. Alisson nada pôde fazer. Um a um.

Nos pênaltis, Livakovic virou herói da Croácia pela segunda vez no torneio — havia parado três cobranças contra o Japão nas oitavas. Rodrygo chutou nas mãos do goleiro na primeira cobrança. Marquinhos acertou a trave na quarta. A Croácia converteu todas as suas cobranças: 4 a 2. Neymar, o melhor cobrador de pênaltis do grupo, havia sido posicionado para bater apenas o quinto tiro — e jamais foi chamado ao círculo central.

O Brasil estava eliminado. Pela terceira Copa seguida, nas quartas de final.

Pedro Rocha Franco

Pedro Rocha Franco é jornalista desde 2007 e bacharel em ciências sociais. Foi repórter do jornal Estado de Minas, editor do portal O Tempo e head do departamento de jornalismo digital da Itatiaia. Hoje é gerente executivo do BHAZ. Além disso, colaborou com UOL e Repórter Brasil.

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