Cruzeiro dá sono e América tem drama até depois do fim na saideira da B

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Giovanni lamenta lance do Cruzeiro e América comemora gol (Bruno Haddad/Cruzeiro + Mourão Panda/América)

A noite desta sexta-feira (29) foi de opostos para o futebol mineiro. No Independência, o América fechou uma temporada de sucesso, com uma semifinal histórica na Copa do Brasil, vitória por 2 a 1 sobre o Avaí e expectativa de levar o caneco mesmo após o apito final (o jogo da Chape, que acabou sagrando-se campeã, teve um pênalti nos lances derradeiros). Em Curitiba, o Cruzeiro não saiu do zero contra o rebaixado Paraná e encerrou a campanha vexatória que culminou no primeiro gigante, na Era dos Pontos Corridos, que ficará dois anos consecutivos na B.

Jogos opostos

A partida começou quentíssima no Indepa: logo aos 4 do 1T, pênalti marcado para o Avaí. Alemão cobrou no lado esquerdo e Matheus Cavichioli foi direto nela, salvando o América. O Coelho ganhou confiança e, apenas três minutos depois, abriu o placar com um chutaço de Rodolfo! O gol deixou a classificação embolada, já que o time de BH e a Chape (que também ganhava o duelo, contra o Confiança) estavam com o mesmo número de vitórias, empates, derrotas e saldo de gols. 

E não demorou muito para o Mecão ampliar a vantagem – e se isolar na liderança do campeonato. Aos 22 do 1T, o artilheiro Ademir arriscou de fora, e a bola encontrou as redes. O oitavo gol dele no campeonato deu o 2 a 0 momentâneo para o Coelhão.

Enquanto isso, no Durival, um jogo de dar sono, já que os times estavam apenas cumprindo tabela, sem mais pretensões no campeonato. O primeiro lance perigoso só veio aos 16 do 1T depois do contra-ataque cruzeirense: Welinton recebeu e chutou pouco acima do travessão.

Iguais (mas diferentes)

No estádio do América, o Avaí chegou bem aos 38 do 1T. Renato finalizou da entrada da área no cantinho, para boa defesa de Cavichioli. Pouco depois, o Coelho respondeu e quase fez o terceiro: Felipe Azevedo cabeceou para Alê, que deixou para Rodolfo. O atacante só não fez seu 2º no jogo porque foi travado pela zaga. Aos 42, o clube catarinense ameaçou com chute de falta do volante Pedro Castro passando perto do travessão.

Já em Curitiba, o jogo também estava equilibrado – mas em função da pouca intensidade de jogo apresentada pelos dois times.

Chamando o gol

Na volta para o 2T, o jogo continuou corrido em BH. Logo aos 6 minutos, Rodolfo tentou forte de cabeça e o goleiro Glédson espalmou. Enquanto isso, lá em Chapecó, a Chapecoense havia acabado de sofrer o empate do Confiança, o que deixava o América com 2 pontos de frente na liderança.

No Durival Britto, o Cruzeiro chegou ao ataque três vezes seguidas, aos 12, 13 e 16 do 2T: primeiro, Pottker tabelou e chutou perto do travessão. Depois, foi a vez de Sobis tentar, para defesa do goleiro Renan. Por último, Welinton cabeceou para fora. O Paraná respondeu aos 19 com um bom chute de Karl defendido por Lucas França.

Avaí do céeeeeu

No Indepa, o Avaí esboçou uma reação. Aos 16 do 2T, Iury fez o cruzamento, Getúlio subiu mais que todo mundo, cabeceou para baixo, o goleiro pôs as mãos nela, mas não evitou o gol. Nas redes sociais, falou-se num possível impedimento no lance, mas como a Série B não tem VAR, não houve a revisão.

Já no Durival Britto, quem ameaçou aos 29 minutos foi o Paraná: Karl chegou de novo, mas chutou em cima de Lucas França. Aos 34, Higor Meritão fez quase tudo certo na arrancada: driblou dois, ficou cara a cara com o goleiro, mas a bola subiu.

Drama

Enquanto isso, na Arena Condá, a Chape voltava a ficar na frente no placar, mas, mesmo assim, o título ainda estava sendo do América, por ter feito mais gols que o time catarinense. Pouco depois, o time sulista teve um gol anulado por impedimento – e que lhe daria a liderança. Voltando para BH, Ademir quase fez o 3º do Coelho: ele recebeu da entrada da área e chutou forte, mas a bola foi por cima do gol.

Teste pra cardíaco

O jogo do Cruzeiro terminou em 0 a 0, sem fortes emoções. Já o do América continuava rolando, acrescido de quatro minutos dramáticos e eternos para os jogadores, o técnico Lisca e a torcida. O jogo terminou com vitória americana, mas… Ah, esse mas! Em Chapecó, foi marcado um pênalti no último minuto para a Chapecoense. Para o desespero americano, Anselmo Ramon converteu (com cavadinha e tudo) e fez 3 a 1, o que deu o título ao clube de Santa Catarina em função do saldo de gols: o primeiro caneco nacional da agremiação.

E assim terminou a Série B para os dois times de Minas: América vice-campeão com 73 pontos e garantido na 1ª divisão na próxima temporada, e Cruzeiro em 11º lugar com 49 pontos – sendo obrigado a disputar a divisão inferior justamente no ano do Centenário.

Edição: Thiago Ricci
Beatriz Kalil Othero
Beatriz Kalil Otherobeatriz.othero@bhaz.com.br

Mineira de BH, graduanda em jornalismo pela UFMG e fascinada por futebol, dentro e fora das quatro linhas. Cobre esportes para o BHAZ. Participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2021 e de reportagens premiadas pela Rede de Rádios Universitárias do Brasil em 2020.

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