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Chico Maia

No país da hipocrisia, Lugano rasga o verbo: “Não tem coisa mais hipócrita no futebol do que o fair play”

28/05/2024 às 07h35 - Atualizado em 28/05/2024 às 08h33
Coisa rara entre jogadores brasileiros, o uruguaio Lugano desceu a lenha na hipocrisia reinante no futebol (Imagem ESPN/reprodução)

Ex-capitão da seleção uruguaia, com passagem marcante pelo São Paulo, o ex-zagueiro falou uma verdade que chocou até a colegas de bancada, também ex-jogadores, num programa da ESPN ontem (27). Ao contrário da maioria dos jogadores e de grande parte da imprensa brasileira, ele desceu a lenha neste jogo do faz de conta que prevalece no futebol.


Está na página do @liberta___depre: “Lugano, comentarista da ESPN, no programa ‘Resenha da Rodada” sobre o gol de Renato Marques, do América-MG, contra o Santos.

“Não tem coisa mais hipócrita no futebol do que o fair play. Porque? 95% dos lances de suposta contusão o jogador tá simulando. Você faz aquela cera pra ganhar tempo. Aí o juiz normalmente para o jogo, ele finge que tá acreditando que jogador está machucado. O time adversário finge que tá fazendo fair play. E até o jornalista na televisão finge que tá fazendo bem ao mundo falando do fair play. Na verdade, é tudo hipocrisia.”

Uma porrada e tanto nos falsos moralistas, do politicamente correto de fachada, que se assanharam contra o Renato, do América, depois do gol correto que ele marcou no Santos.

Teve imbecil que chegou a defender que o América marcasse um gol contra para o time paulista empatar a partida.

A torcida @Avacoelhada monitorou opiniões Brasil afora e constatou que o jogador teve mais apoio do que se imaginava: “No mundo real da arquibancada branca, verde e preta, e até torcedores de outros clubes, a grande maioria foi favorável ao Renato ter feito o gol. Quase totalidade da torcida americana também rejeitou a possibilidade, fora da realidade, de o América deixar o Santos fazer um gol”.

Só honestidade, com transparência, poderá mudar o Brasil para melhor. Mas, infelizmente, a dissimulação e a hipocrisia estão na nossa origem como país, desde a vinda de D. João VI para cá, fugido de Napoleão Bonaparte. A família real e a Corte portuguesa instalaram aqui a cultura do “salve-se quem puder”, que prevalece até hoje e molda o comportamento de incontáveis brasileiros.

Quem lê a trilogia do Laurentino Gomes (1808, 1822, 1889) entende bem isso!

Chico Maia

Chico Maia

Email: chicomaiabd@gmail.com

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