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Emanuel Carneiro questiona: “que mal fez o Marcelo Oliveira para não ter o reconhecimento que merece?”

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Que prazer rever pessoalmente um dos maiores radialistas da história, empresário da prateleira de cima do setor e um dos melhores comentaristas esportivos do país: Emanuel Carneiro (Fotos do meu arquivo pessoal)

Fui conhecer as instalações da Rádio Light FM 103,9 a atual emissora do Emanuel Carneiro, criada por ele depois que vendeu a Itatiaia para o Rubens Menin.
Entrou no ar em 22 de setembro de 2022 e já está brigando pelos primeiros lugares de audiência na categoria dela: musical e jornalística.


Mineiridade na veia, ao sabor de bolo e broa de fubá, servidos pela Ioiô (Iolanda) tomamos um longo café na bela sala dele, com o saudoso Januário Carneiro nos observando, emoldurado no quadro pendurado na parede atrás do Emanuel.


Irmão mais velho, fundador da Itatiaia, Januário era um gênio da Comunicação, pensava muito à frente do tempo dele e infelizmente se foi quando ainda tinha muito a contribuir com a sua inteligência, aos 66 anos de idade, vítima de infarto, no dia 8 de maio de 1994.


Conversamos sobre tudo, “resolvemos” todos os problemas de Minas e do Brasil, rapidamente, e entramos de sola no assunto futebol, como se estivéssemos na ‘Turma do Bate Bola’, o programa apresentado de segunda a sábado, às 18h03, pelo Emanuel, na Itatiaia.


Assim como eu, ele lamenta que os próprios dirigentes do futebol mineiro não valorizam técnicos, diretores de futebol e até árbitros mineiros. De uns anos para cá, nem brasileiros, como se nós, de Minas, e o país não tivéssemos passado e presente no assunto.
Dois exemplos atualíssimos: lembrei ao Emanuel que, de forma vergonhosa, a Federação Mineira de Futebol, junto com Atlético e Cruzeiro vão trazer árbitro de fora para apitar a final do campeonato mineiro. O América já tinha exigido isso nos jogos contra o Atlético.


Diferente dos gaúchos, que mesmo com a rivalidade tão ou mais pesada do Grenal, não aceitam apitadores de outro estado nas finais entre eles. Se valorizam, apesar de brigarem demais entre eles.
E assim, Minas vai perdendo a sua força e protagonismo, no futebol, na política, na economia, enfim…


Ele lembrou de um outro exemplo mais absurdo ainda: nossos principais clubes gastaram e gastam fortunas com treinadores inexpressivos. O Atlético apostou até num venezuelano para dirigir o time; o Cruzeiro teve Mozart, que nunca dirigiu um clube da prateleira de cima antes; o América teve Marquinhos Santos, Fabián Bustos, enquanto o mineiro Marcelo Oliveira, que só não ganhou a Libertadores e o Mundial de clubes, está de molho desde dezembro de 2020. É difícil entender uma situação dessas!


Vale ressaltar algumas características da personalidade e da vida do Marcelo: simples em tudo; nunca teve lobistas para trabalhar o nome dele; nunca foi ligado a empresários nem “agentes” FIFA para encaixá-lo em clubes; nunca bajulou nenhum dirigente, jornalista ou algum dos novos donos dos clubes de futebol país afora.
Depois que parou de jogar se dedicou a atividades profissionais fora do futebol que lhe deram uma ótima condição de vida. Ficou um tempo fora do mundo da bola e retornou por gostar, não por necessidade.
Não aceita qualquer convite. Recebeu e recebe muitos, porém, só abre mão da vida familiar e de morar em Belo Horizonte, se for para um clube e uma cidade que sejam muito interessantes.
Um profissional correto, bom de serviço, transparente e apaixonado por Minas e por nossa Capital, mas que não serve para Galo, Raposa e Coelho!


No mais, obrigado ao Emanuel Carneiro pelo convite, pelo prazer e honra de desfrutar do papo dele e da turma ótima que o ajuda na Light FM.


Como a Juliana, a secretária, simpatia de pessoa, que está com ele há quase 20 anos, e tanta gente boa, entre locutores, operadores, produtores e administrativos.

Prazer conhecer o Robson (centro) e rever o Vicente Campos, conterrâneo, já que ele é de Inhaúma, da ‘grande’ Sete Lagoas, hehehe…

Chico Maia

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