América já começa errando na tentativa de retornar à Série A de 2025

América já começa errando na tentativa de retornar à Série A de 2025

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América comunica demissão de Fabián Bustos e auxiliares: 11 derrotas em 18 jogos

Na noite de quarta-feira o derradeiro grande vexame de 2023 ao tomar de 3 a 0 do segundo pior time do campeonato, o Coritiba. Na manhã de hoje, um comunicado oficial informando que o técnico Fabián Bustos foi demitido, junto com seus três auxiliares diretos: Edgardo Adinolfi (auxiliar), Marcos Conenna (preparador físico) e Jonathan Adrián (analista de desempenho).
Uai, como assim?

Fabián Bustos em foto de Mourão Panda/América

Na semana passada estes mesmos profissionais se reuniram com o comando do departamento de futebol profissional do clube para iniciar o “planejamento” de 2024. Já demitidos? Para quê chamá-los para reunião então?
Coisas do América!


Bustos não participou da montagem do atual elenco, que foi muito mal calculada, porém deveria ter pensado melhores estratégias para conciliar os velhos do time com os mais novos em cada jogo. A quantidade de derrotas sob comando dele foi absurda: 11 em 18 partidas, cinco empates e duas vitórias.


Fernando Diniz soube fazer isso muito bem, utilizando os acima de 30 do Fluminense em determinados jogos, deixando-os de fora em outros e dosando também os minutos de cada um em cada partida, para dar conta de todas as disputas da temporada. E conseguiu ser campeão da Libertadores.


As derrotas de virada, especialmente na segunda metade do segundo tempo mostraram que a idade e por consequência a condição física pesaram demais para que o Coelho fosse rebaixado.
Uma pena, mas a vida segue. Não será a primeira experiência americana na Série B, muito pelo contrário. Que retorne à A em 2025 e não repita tantos erros como os de 2023.


Para os torcedores que estão mais bravos, querendo a cabeça do homem forte do futebol, Marcus Salum, entendo perfeitamente essa revolta. Porém, Salum acerta mais do que erra e numa eventual saída dele, é enorme a possibilidade de aparecer alguém muito pior do que ele.
Aquela velha história: no futuro há o risco de se recorrer à surrada frase “Eu era feliz e não sabia!”.