Minas Gerais ganhou chances em dobro de chegar ao Oscar 2027, conforme a lista de filmes pré-selecionados divulgada pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais nesta segunda-feira (24). Entre as 15 produções escolhidas para disputar a vaga do Brasil em Melhor Filme Internacional, estão ‘Nosso Segredo’, de Grace Passô, e ‘Vicentina Pede Desculpas’, de Gabriel Martins, ambos rodados em BH.
Nosso Segredo
‘Nosso Segredo’ é o primeiro longa-metragem dirigido pela belo-horizontina Grace Passô. Na trama, uma família negra tenta reconstruir sua rotina após uma perda recente. Enquanto lidam com o luto, o filho caçula guarda um segredo capaz de encarar as raízes de suas dores e, juntos, descobrirem um novo caminho. A produção conta com Ju Colombo, Robert Frank, Tássia Reis e Mateus Aleluia no elenco.
No último domingo (23), o longa recebeu o prêmio de Melhor Filme durante a estreia na 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado. Além disso, a produção recebeu outros dois ‘Kikitos’: de Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte. ‘Nosso Segredo’ era o único título dirigido por uma mulher na mostra competitiva.
Grace Passô é uma das grandes referências do teatro brasileiro contemporâneo. Ela já recebeu dois prêmios de melhor atriz no Festival do Rio e outros dois no Festival de Brasília. Grace também foi a primeira dramaturga negra brasileira a receber o prêmio Shell, tendo dirigido várias peças teatrais.
Vicentina Pede Desculpas
“Estamos no páreo para sermos os escolhidos”. A declaração do cineasta belo-horizontino Gabriel Martins, diretor do premiado ‘Marte Um’ (2022), resume a expectativa em torno de seu novo filme, ‘Vicentina Pede Desculpas’. O longa, que terá estreia internacional no Festival de Toronto em setembro deste ano, é produzido pela Filmes de Plástico em parceria com a Netflix, e tem Rejane Faria, Maíra Azevedo, Renato Novaes, Karine Teles, Giovanna Heliodoro, Thalma de Freitas e Grace Passô no elenco.
“Esse projeto com a Netflix, o Vicentina, nasceu única e exclusivamente do sucesso do ‘Marte Um’”, revelou. “‘Marte Um’ meio que abriu essa reunião com a Netflix. Eles queriam saber o que era a próxima coisa que eu iria fazer. E a gente apresentou alguns projetos, dentre eles o Vicentina, e foi o que eles quiseram fazer”, comentou.
Segundo ele, essa aliança comercial garantiu que produção tivesse um fôlego financeiro, permitindo que o filme fosse feito em menor tempo do que o anterior, apesar do cenário enfrentado pelo audiovisual mineiro. “Eu acho verbas muito escassas para o que a nossa produção vem se tornando”, afirmou Gabriel. “Infelizmente a gente ainda não tem recursos que estejam sendo condizentes com a mão de obra que a gente tem formado por aqui”, completou.












