O Governo de Minas Gerais finalizou, nesta terça-feira (16), o processo de desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Ao todo, a operação movimentou R$ 8,3 bilhões com a venda de 45% do capital social da companhia. Mais cedo, o governador Mateus Simões (PSD) participou da cerimônia de toque de campainha na Bolsa de Valores B3, em São Paulo, e garantiu que “não há riscos” de aumentar o valor da tarifa.
Durante a cerimônia, Mateus Simões esclareceu que os serviços prestados seguem normalmente em funcionamento após a venda, incluindo a definição das tarifas. Além disso, segundo o chefe do Executivo mineiro, os municípios mineiros terão até setembro para para aderir à nova Copasa.
“Não há riscos para tarifas porque as tarifas continuam controladas pela agência reguladora (Arsae-MG). Ou seja, não há nenhuma alteração na formação do preço da conta que chega a cada um dos mineiros”, destacou Simões.
De acordo o Governo de Minas, cada ação teve o preço final de R$ 49,03. Agora, o Grupo Equatorial detém 30% do capital total da Copasa, movimentando R$ 5,59 bilhões. Outros investidores institucionais adquiriram 10,5%, em um volume financeiro de R$ 1,96 bilhão. Já os investidores do varejo passaram a deter 4,5% da companhia, movimentando R$ 838,9 milhões.
Já o Estado de Minas Gerais permaneceu com 5% de uma ação especial de classe diferenciada, denominada “golden share”. A categoria garante o poder de veto ao estado em decisões estratégicas envolvendo a Copasa. Além disso, há um acordo entre o Estado de Minas Gerais e o Grupo Equatorial que estabelece regras de governança e acompanhamento estratégico da empresa.








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