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Grupo que fraudava cartões de crédito de idosos com ajuda de entregadores é alvo de operação na Grande BH

11/06/2026 às 15h27
fraudes bancárias idosos grande bh
(Divulgação/PMMG)

A Operação 9º Círculo desarticulou, nesta quinta-feira (11), uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Grande BH e em Sete Lagoas, na região Central do estado. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o grupo movimentou mais de R$ 21,9 milhões, em mais de 87 mil transações.

Conforme o MPMG, 14 mandados de prisão preventiva estão sendo cumpridos na Grande BH, com 11 prisões efetuadas até o momento, além de 23 mandatos de busca e apreensão. A Justiça também bloqueou bens e valores que somam cerca de R$ 10 milhões, além do sequestro de veículos dos investigados.

Esquema

De acordo com a investigação, desde 2023, o grupo já adulterou pelo menos 1.289 cartões com a técnica “cesárea”. O método consistia em recrutar entregadores responsáveis pela distribuição de cartões bancários. Antes de entregar os cartões, os homens repassavam os pacotes ao grupo, que retirava os chips originais e instalava outros adulterados. Depois, os envelopes seguiam normalmente para entrega.

O grupo tinha pessoas especializadas para conseguir todos os dados das vítimas por meio de engenharia social. Com os chips originais e informações dos clientes, a organização fazia transações fraudulentas em máquinas registradas em nome de terceiros.

Além disso, os criminosos também faziam abertura fraudulenta de contas bancárias com documentos falsificados, sobretudo de pessoas idosas e aposentadas. Em seguida, o grupo contratava empréstimos e cartões de créditos com apoio de um funcionário bancário, que usava o cargo para viabilizar o golpe e remover bloqueios de segurança.

Investigações

A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPMG, com apoio do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (GCOC) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

As investigações continuam para identificar todos os integrantes da organização, além de recuperar os valores desviados. De acordo com o MPMG, as ações têm caráter cautelar, portanto, os investigados serão investigados com garantia da presunção de inocência.

Vinícius Sampaio

Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa. Foi repórter da Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural de Viçosa (Fratevi). Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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