A Justiça de Minas Gerais converteu durante audiência de custódia nesta quarta-feira (22), em prisão preventiva a prisão em flagrante de Carlos Antônio Avelar de Oliveira, de 30 anos, preso suspeito de tentar matar a companheira ao jogá-la da sacada de um imóvel no Bairro Jonas Veiga, na Região Leste de Belo Horizonte.
O caso aconteceu na madrugada de terça-feira (21) e ganhou repercussão após testemunhas relatarem que a vítima, de 31 anos, foi lançada da sacada do terceiro pavimento da residência após uma sequência de agressões. Ela foi socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital João XXIII.
Na decisão, o juiz Diego Gómez Lourenço homologou a prisão em flagrante e entendeu que os elementos obtidos pela Polícia Civil havia indícios suficientes da prática dos crimes. O magistrado também readequou a tipificação inicial para incluir, além da tentativa de feminicídio, o crime de lesão corporal contra uma segunda mulher, amiga da vítima, que teria sido agredida ao tentar impedir o ataque.
Segundo o boletim de ocorrência, os militares foram acionados para atender uma ocorrência de violência doméstica e encontraram a vítima caída no terreiro do imóvel vizinho, parcialmente despida, com um corte profundo na cabeça e intenso sangramento. Ao lado dela estava o suspeito.
Uma amiga da vítima contou aos militares que havia recebido um pedido de socorro da mulher durante a madrugada. Ela foi buscá-la por aplicativo, mas o companheiro entrou no carro e seguiu com as duas até a casa. Já no imóvel, conforme o relato, o homem passou a agredir a companheira com socos, chutes, enforcamentos e golpes com garrafas de vidro quebradas. Em seguida, teria arremessado a mulher da sacada do terceiro andar. A testemunha afirmou ainda que também foi agredida ao tentar intervir.
Ainda de acordo com o processo, após ser preso, o suspeito desacatou policiais militares e danificou a viatura durante o deslocamento para atendimento médico e posteriormente para a delegacia.
Ao justificar a conversão da prisão em flagrante em preventiva, o juiz destacou a gravidade concreta da ocorrência, a violência empregada e o risco à ordem pública. Para o magistrado, o suspeito demonstrou “elevado grau de periculosidade” ao agredir a companheira de diversas formas antes de lançá-la da sacada, além de atacar a testemunha e manter comportamento agressivo mesmo após a prisão.
A decisão também ressalta que Carlos Antonio Avelar de Oliveira é reincidente, com condenações definitivas por tráfico de drogas e roubo, estando em cumprimento de pena, além de responder a outro inquérito por furto. O documento menciona ainda que ele já havia obtido liberdade provisória em 2025, mediante imposição de medidas cautelares.
Na avaliação do juiz, medidas cautelares alternativas à prisão seriam insuficientes diante da gravidade dos fatos e da necessidade de interromper o ciclo de violência doméstica, garantindo a proteção da vítima. Com isso, foi determinada a expedição do mandado de prisão preventiva e a comunicação imediata às vítimas sobre a decisão judicial.












