O ex-ator e empresário francês Alain Delon, 86, pediu ao filho para que o ajude a morrer por meio da eutanásia, prática de morte assistida legalizada em poucos países. Em entrevista à agência de notícias RTL, Anthony Delon abriu o jogo sobre o pedido e recordou a morte da mãe – em janeiro do ano passado -, que desejou partir da mesma forma após uma batalha contra o câncer.
A revelação foi feita durante uma conversa, por ocasião do novo livro de Anthony, uma autobiografia intitulada “Entre cão e lobo”. O homem foi enfático ao falar sobre o pai e disse que prometeu “estar lá nos últimos momentos da vida dele”, até o fim. Embora o idoso tenha pedido que ele execute a prática, ele se recusou e cedeu a responsabilidade à irmã, Anouchka.
“É verdade que acompanhei a minha mãe. É verdade que ela decidiu morrer como tinha vivido , isto é, quando decidiu, por isso optou pela eutanásia. Felizmente, não utilizamos este processo. Digo felizmente porque estava tudo pronto”, explica o ator. De acordo com ele, “é verdade que teria sido difícil para nós segurar a mão dela e ver a vida deixá-la assim”, mas ela teria partido em paz.
‘Dar o fora com calma’
Segundo o Le Point, Alain Delon já havia comentado sobre a eutanásia com a imprensa local, acenando que não hesitaria em recorrer à prática. Para ele, o gesto permite “morrer com dignidade”.
“Sou a favor. Primeiro porque moro na Suiça, onde a eutanásia é possível, e também porque acho a coisa mais lógica e natural. A partir de certa idade, de um determinado momento, temos o direito de dar o fora com calma, sem passar por hospitais, injeções ou coisas assim”, defendeu o empresário.
Pouco antes de sua hospitalização, em 2019, o idoso afirmou que “envelhecer é uma merda”. “Você não pode fazer nada sobre isso. Você perde o rosto, perde a visão. Você levanta e, caramba, seu tornozelo dói”, acrescentou. Alain Delon ficou famoso após estrelar “O Sol por Testemunha”, na década de 1960.








