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Hospital cobra quase 200 reais por causa de choro de paciente nos Estados Unidos

19/05/2022 às 09h04
A menina sofre de uma doença rara e chorou durante a consulta
A menina sofre de uma doença rara e chorou durante a consulta (Imagem Ilustrativa/Ascom/HCPA/ Camille Johnson/Twitter)

Uma mulher teve que pagar 40 dólares (o equivalente aquase R$200 na cotação atual) em um hospital nos Estados Unidos, porque a irmã dela estava chorando durante a consulta médica. Camille Johnson compartilhou a conta do hospital no perfil que mantém no Twitter, onde mais internautas expressaram indignação.

De acordo com a postagem, a irmã mais nova de Camille tem sofrido muito com um problema de saúde ultimamente e aguardava por uma consulta médica. “Ela tem uma doença rara, então está realmente lutando para encontrar cuidados. Ela se emocionou porque se sente frustrada e desamparada. Uma lágrima e eles cobraram US$ 40 sem querer explicar por que ela está chorando, sem ajudar ou fazer qualquer avaliação, qualquer receita, nada”, escreveu a mais velha.

Camille continuou expressando sua indignação ao comparar o preço do “choro” com o cobrado por outros exames. “Eles a cobraram mais por chorar do que por um teste de avaliação da visão. Eles a cobraram mais por chorar do que por um teste de hemoglobina. Eles a cobraram mais por chorar do que por uma avaliação de risco à saúde Eles a cobraram mais por chorar do que por uma coleta de sangue capilar”, desabafou.

“Estou surpreso que tantos estão surpresos. Nosso sistema de saúde é puro capitalismo bruto, é assim que se parece. Eles vendem seu tempo, você compra”, escreveu um estadunidense nos comentários. Outra pessoa fez um comparativo com uma postagem parecida feita há um ano que mostrava o valor de 11 dólares por “chorar”, comentando que a inflação fez o preço aumentar.

A repercussão da postagem chegou no Brasil, onde internautas aproveitam para enaltecer o SUS (Sistema Único de Saúde). “A estadunidense reclamando que o hospital cobrou US$ 40 (R$ 200) a mais porque A IRMÃZINHA DOENTE DELA CHOROU DURANTE A CONSULTA e precisou de ‘suporte emocional’. Defendam o SUS a todo custo pelo amor de Deus, gente”, escreveu uma pessoa.

“Teve um desses que cobraram inclusive algo tipo ‘primeiro contato do bebê com a mãe’ que deu o maior rebu por aqui. A galera pistolou muito. Quando vc entra na emergência, a primeira coisa que eles fazem é te identificar e colocar uma pulseira em vc. Depois disso, cada coisinha que acontece, eles escaneiam o serviço/produto e escaneiam a pulseira. Significa basicamente ‘estamos adicionando isso ao seu carrinho de compras forçado’. Não apenas vc passa dor no corpo, mas no bolso. No final, ao receber a conta item por item, deveriam te dar um remédio pra infarto”, contou outro.

Giulia Di Napoli

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Giulia Di Napoli

Email: giulia.di.napoli@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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