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Mineiro é encontrado morto junto com amigo em quarto de navio durante cruzeiro nos EUA

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túlio gonçalves lacerda
Mineiro encontrado morto em navio dos EUA foi para o país servir no exército (Reprodução/Instagram)

Um mineiro de 32 anos foi encontrado morto no quarto de um navio durante um cruzeiro por Los Angeles (EUA), na última segunda-feira (30). Túlio Gonçalves Lacerda estava junto de um amigo, cuja equipe de bordo da embarcação também encontrou morto.

Ao Diário de Teófilo Otoni, a tia do mineiro, Dony Gonçalves Leal contou o ocorrido. Ela disse que o sobrinho saiu em um cruzeiro da Califórnia para o México. Na volta, durante o desembarque, os funcionários do navio deram falta de dois passageiros.

“Nisso foram no quarto onde eles estavam hospedados. Lá encontraram os corpos já caídos no chão”, relatou. Os paramédicos do cruzeiro tentaram reanimá-los, porém, sem sucesso. A informação que a família tem é de que a equipe de bordo encontrou os corpos horas depois das mortes.

Causa da morte desconhecida

Segundo Dony, a polícia levou os corpos para um local semelhante ao IML (Instituto Médico Legal). “Não tinham informações alguma, ficamos horas tentando localizar onde Túlio estava, até descobrirmos que ele estava nesse IML de Los Angeles”, disse a tia. 

Dony também contou que a família não está conseguindo falar com o local para onde o corpo de Túlio foi levado. Amigos disseram à família que a causa da morte só será revelada após a necropsia, e que o corpo do mineiro e de seu amigo estavam sem sinais de violência.

“Nem a porta do quarto deles estava arrombada. Por hora é isso que sabemos”, concluiu a tia de Túlio. Familiares e amigos fizeram, no início deste mês, uma vaquinha para arrecadar dinheiro a fim de trazer o corpo de Túlio para o Brasil.

Em nota ao BHAZ, o MRE (Ministério das Relações Exteriores) informou que “acompanha o caso e presta assistência consular aos familiares do nacional brasileiro”, por meio do Consulado-Geral em Los Angeles.

Em casos de falecimento de cidadão brasileiro no exterior, “os consulados brasileiros poderão prestar orientações gerais aos familiares, apoiar seus contatos com o governo local e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, tão logo terminem os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais”, disse o MRE.

“O traslado dos restos mortais de brasileiros falecidos no exterior é decisão da família. O traslado de corpos de nacionais que tenham falecido no exterior não pode ser custeado com recursos públicos, à luz do § 1º do artigo 257 do decreto 9.199/2017”, completou o ministério.

Túlio Lacerda era natural de Itaipé, região do Vale do Mucuri. Ele estava nos Estados Unidos desde 2015, ano em que começou a servir no exército do país norte-americano.

Andreza Miranda

Graduada em Jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2020. Participou de duas reportagens premiadas pela CDL/BH (2021 e 2022); de reportagem do projeto MonitorA, vencedor do Prêmio Cláudio Weber Abramo (2021); e de duas reportagens premiadas pelo Sebrae Minas (2021 e 2023).

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