Rumo ao espaço: Nasa encara missão para destruir asteroide que poderia atingir a Terra

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Objeto está programado para atingir asteroide e impedir que ele venha para a Terra (Reprodução/NASA)

A Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço) tem uma missão marcada para o próximo mês. A agência vai alterar o movimento de um asteroide no espaço, impedindo que ele atinja a Terra. O Dart (Teste de Redirecionamento de Asteróide Duplo) pegará carona em um foguete em direção ao asteroide. O Laboratório de Física Aplicada da Johns Hopkins ajuda a Nasa nessa missão.

“O Dart será a primeira demonstração da técnica do impactador cinético para alterar o movimento de um asteroide no espaço”, disse a agência. O foguete em que o Dart pegará carona é um SpaceX Falcon 9, em direção a um sistema de asteroides que está próximo à Terra.

O complexo de asteroides se chama (65803) Didymos e, segundo a Nasa, ele é composto por um corpo de 780 metros de largura orbitado por um satélite natural menor, chamado Dimorphos. “É o mais típico do tamanho dos asteroides que podem representar a ameaça significativa mais provável para a Terra”, informou a agência.

Colisão acontecerá em 2022

O Dart estará auxiliado por câmeras e sistemas de navegação autônomos, e irá colidir com o Dimorphos a 6,6 quilômetros por segundo. “A colisão mudará a velocidade da minilua em sua órbita ao redor do corpo principal em uma fração de um por cento”, afirmou a Nasa.

“Mas isso mudará o período orbital da minilua em vários minutos – o suficiente para ser observado e medido usando telescópios na Terra”, completou. Sendo assim, o lançamento está marcado para às 22h30 do dia 23 de novembro, saindo da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.

A espaçonave está programada para se separar do foguete e navegar por cerca de um ano antes de interceptar o asteroide Didymos, em setembro de 2022. O Dart também usará paineis solares para carregar propulsores de íons elétricos, demonstrando outra tecnologia emergente de propulsão espacial.

“Ao utilizar a propulsão elétrica, o Dart pode se beneficiar de uma flexibilidade significativa no cronograma da missão enquanto demonstra a próxima geração de tecnologia de motor iônico, com aplicações para futuras missões da Nasa em potencial”, informou a Nasa.

Andreza Miranda
Andreza Mirandaandreza.miranda@bhaz.com.br

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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