O Tribunal do Júri condenou, nesta quinta-feira (6), João Victor Silveira Vilaça a 48 anos, um mês e 15 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato da mãe, Débora Silveira Vilaça. A decisão foi proferida após julgamento realizado no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte.
Durante a sessão, três testemunhas prestaram depoimento, enquanto outras três foram dispensadas. No interrogatório, João Victor exerceu o direito de permanecer em silêncio e foi representado pela Defensoria Pública.
O Conselho de Sentença acolheu a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que acusou o réu de feminicídio qualificado. Segundo a acusação, o crime foi cometido em contexto de violência doméstica, com motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e em descumprimento de medida protetiva.
Histórico do crime
O crime aconteceu no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte. Sem conseguir contato com Débora, então com 58 anos, uma irmã dela acionou um chaveiro para arrombar a porta do apartamento e encontrou a vítima caída na sala de TV. Débora tinha marcas de golpes de faca em diferentes partes do corpo.
Uma câmera do corredor do prédio, instalada no andar do apartamento, mostrou que João Victor foi o último a sair do imóvel. Testemunhas relataram aos militares que o suspeito teria levado um carro da família, televisores e cartões de crédito da vítima.
Adotivo, João Victor era o único filho de Débora. Ele não morava com a família. O jovem vivia em outro apartamento com a namorada, no bairro Ipiranga, vizinho ao Silveira. Parentes relataram à PM que o jovem tem histórico de dependência química.
Os policiais apuraram que a mãe tinha uma medida protetiva contra ele. Em outra ocasião, o jovem quebrou a portaria do prédio, já que estava impedido de entrar no imóvel.








