A Justiça de Minas Gerais determinou a apuração de supostas agressões contra a médica neurologista Cláudia Soares Alves, de 42 anos, que está presa em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ela ficou conhecida após sequestrar uma bebê recém-nascida em 2024 e também é ré pela morte de uma farmacêutica.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) informou ao BHAZ que Cláudia foi encaminhada ao setor de atendimento de saúde da unidade prisional e remanejada de cela após relatar as supostas agressões.
Segundo a pasta, a direção da unidade tomou as providências administrativas necessárias, incluindo a confecção de um Reds (Boletim de Ocorrência). A ocorrência também está sob apuração administrativa.
Atendimento médico
A Sejusp informou que Cláudia recebe acompanhamento médico contínuo desde que foi admitida no sistema prisional. A medicação prescrita é entregue regularmente e a detenta possui retornos programados.
Sobre a saúde mental, a Sejusp informou que a unidade oferece atendimento médico-psiquiátrico, mas Cláudia optou por acompanhamento particular. Segundo a secretaria, a consulta com o médico particular foi realizada na data programada.
A Sejusp também negou que Cláudia esteja sem assistência de saúde na unidade.
Médica responde por homicídio
Cláudia é ré pela morte da farmacêutica Renata Bocatto Derani, assassinada em Uberlândia, em 2020. Segundo as investigações, a médica é apontada como mandante do crime.
Em julho deste ano, a Justiça decidiu que Cláudia e Paulo Roberto Gomes da Silva, apontado como executor, serão julgados pelo Tribunal do Júri. Ainda não há data para o julgamento.
Relembre o caso
Em julho de 2024, Cláudia sequestrou uma recém-nascida no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. Segundo as investigações, ela entrou na maternidade usando crachá e disse aos pais que levaria a bebê para ser amamentada.
A criança foi localizada horas depois em Itumbiara (GO), onde Cláudia foi presa em flagrante. A Polícia Civil apontou que o crime havia sido planejado.
Cláudia foi indiciada por tráfico de pessoas e falsidade ideológica pelo sequestro.








