O Belvedere aparece no topo do ranking dos bairros com taxas de condomínios mais caros de Belo Horizonte, segundo novo levantamento da plataforma Loft. Em janeiro de 2026, o bairro registrou taxa média mensal de R$ 2,3 mil, valor que reflete o padrão elevado dos imóveis, a estrutura dos edifícios e a oferta de serviços e áreas comuns. Veja o ranking completo dos bairros mais caros abaixo.
De forma geral, o valor médio das taxas de condomínio em Belo Horizonte apresentou aumento de 17% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025, chegando a R$ 752 por mês. A pesquisa analisou cerca de oito mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais e considerou os dados de janeiro de 2026 e sua variação anual. Com esse resultado, a capital mineira teve a terceira maior alta entre as oito capitais avaliadas, ficando atrás apenas de Curitiba e São Paulo.
No cenário nacional, o preço médio dos condomínios em Belo Horizonte é inferior apenas ao das cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis. Para o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi, o condomínio representa um custo fixo que pesa cada vez mais no orçamento das famílias e está diretamente ligado ao perfil dos imóveis e à estrutura dos prédios. Em bairros com apartamentos maiores e edifícios mais completos, esse impacto tende a ser ainda maior.
O levantamento também aponta que os maiores percentuais de aumento ocorreram em bairros onde os valores absolutos ainda eram mais baixos. O destaque foi Santa Amélia, na região da Pampulha, com alta de 100%, seguido por Ouro Preto (80%) e Nova Suíça (55%). Por outro lado, bairros já valorizados, como Belvedere, São Pedro, Sion, Anchieta e Lourdes, também registraram crescimento significativo, indicando que o avanço foi disseminado em diferentes regiões da cidade.
Segundo a pesquisa, os bairros com os maiores valores de condomínio estão concentrados, principalmente, na região Centro-Sul. Esses locais reúnem imóveis com tíquete médio elevado, maior metragem e condomínios com mais serviços, fatores que contribuem para o aumento dos custos mensais. No Belvedere, por exemplo, os imóveis têm valor médio de R$ 3,7 milhões e área superior a 300 metros quadrados, o que encarece a manutenção.
Bairros com os condomínios mais caros de BH
Ao todo, 12 bairros apresentaram taxas de condomínio acima da média da capital. Confira, a seguir, os bairros com os condomínios mais caros de Belo Horizonte:
- Belvedere (R$ 2,3 mil);
- Funcionários (R$ 1,2 mil);
- Lourdes (R$ 1,1 mil);
- Savassi (R$ 1,1 mil);
- Sion (R$ 1 mil);
- Santo Agostinho (R$ 1 mil);
- Luxemburgo (R$ 1 mil);
- Santa Lúcia (R$ 950);
- Gutierrez (R$ 832);
- Buritis (R$ 800);
- Serra (R$ 800);
- Anchieta (R$ 780);
- Cruzeiro (R$ 750);
- São Pedro (R$ 700);
- Coração de Jesus ($ 700).
Bairros com maior aumento percentual
Confira os bairros das taxas de condomínios de Belo Horizonte, de acordo com a porcentagem:
- Santa Amélia: R$200 (+100%)
- Ouro Preto: R$450 (+80%)
- Nova Suíça: R$466 (+55%)
- Prado: R$500 (+32%)
- Padre Eustáquio: R$450 (+29%)
- Belvedere: R$2,300 (+28%)
- São Pedro: R$700 (+27%)
- União: R$480 (+26%)
- Sion: R$1,000 (+25%)
- Castelo: R$490 (+23%)
- Anchieta: R$ 780 (+20%)
- Lourdes: R$1,100 (+19%)
- Buritis: R$800 (+14%)
- Sagrada Família: R$400 (+14%)
- Gutierrez: R$832 (+14%)








