A operação “Cerco Fechado”, classificada pela gestão estadual como a maior ação policial contra facções criminosas da história de Minas Gerais, iniciou nesta segunda-feira (1º). A ofensiva mobiliza cerca de 3 mil agentes e ocupa simultaneamente 26 territórios considerados estratégicos para a atuação do crime organizado em seis cidades mineiras.
Durante coletiva de imprensa, o governador Mateus Simões afirmou que a operação não tem prazo para terminar, e manterá a presença permanente das forças de segurança nos territórios ocupados para impedir o avanço do crime organizado e garantir que áreas sensíveis permaneçam sob controle do Estado.
O foco central é o sufocamento físico e financeiro de facções como o PCC, o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP), visando a retomada definitiva desses espaços públicos. Ao comentar sobre, o governador declarou: “O objetivo é a pacificação desse espaço e significa a expulsão dos traficantes e criminosos que estão ali”.
A ação reúne Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). As operações acontecem em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberlândia, Uberaba, Manhuaçu e Teófilo Otoni. Na capital mineira, os alvos incluem regiões como o Aglomerado da Serra, Cabana do Pai Tomás, Morro do Papagaio, Morro das Pedras e Vila Cemig.
Nas primeiras horas da ação, foram registradas 46 conduções, incluindo quatro adolescentes, além de 38 prisões ratificadas. Também foram apreendidas nove armas de fogo, drogas e cerca de R$ 27 mil em dinheiro, valor que ainda estava sendo contabilizado pelas forças de segurança.
A operação também alcançou o sistema prisional mineiro. Segundo o governo, 10 unidades passaram por revistas, com fiscalização em 914 celas e apreensão de 53 celulares, além de centenas de porções de entorpecentes.
De acordo com o Executivo estadual, a estratégia inclui o combate a atividades exploradas por organizações criminosas dentro das comunidades, como serviços clandestinos de internet, fornecimento irregular de energia e pontos de comercialização ligados ao tráfico. Câmeras de monitoramento instaladas por facções e estruturas utilizadas para controle de acesso também deverão ser removidas ao longo da operação.








