Entre os jovens selecionados para uma das principais missões espaciais simuladas do Brasil, um nome chama atenção: Horacio Neptaly Rojas Conde, migrante venezuelano de 13 anos. Ele participou da Missão Moon2 e se tornou o primeiro representante de seu país na iniciativa.
Realizada pelo projeto Wogel Brasil, a Moon2 simula, por alguns dias, a rotina de astronautas em uma base espacial. O estudante esteve ao lado de outros participantes com destaque acadêmico, entre eles, o mineiro Ryan James, de 11 anos, que também integrou a missão e já foi tema de reportagem do BHAZ.
Assim como o amigo, o jovem Horacio acumula medalhas em olimpíadas científicas e participa de iniciativas ligadas à astronomia e à divulgação científica, e divide suas conquistas e participações na sua conta do Instagram (@horacio.rojas12). Segundo ele, esse envolvimento foi decisivo para a seleção. “Eu gosto muito de foguetes, de participar de olimpíadas científicas e aprender sobre o espaço. Acredito que isso contribuiu para minha seleção”, conta.
Ao longo da experiência, ele vivenciou uma rotina próxima à de profissionais da área espacial, com atividades que exigem raciocínio rápido, cooperação e preparo técnico. Durante a missão, um dos momentos mais marcantes foi uma simulação de resgate, em que ele interpretou um astronauta ferido. “Foi uma experiência muito intensa. Eu fui a vítima da missão de resgate e os outros participantes tiveram que realizar todos os procedimentos de atendimento”, relembra.
O jovem também destaca o impacto da participação para outros estudantes migrantes que vivem no Brasil. “Quero que muitas crianças migrantes, assim como eu, entendam que podem sonhar alto. O Brasil tem oportunidades incríveis e a ciência pode transformar vidas”, afirma.
Missão Moon II
Inspirada nas missões Artemis I e II, Moon II é uma missão análoga que simula as condições de uma base espacial. Durante 72 horas, os participantes ficam confinados em um ambiente controlado, com rotina semelhante à de astronautas.
As atividades incluem exercícios práticos, produção de relatórios técnicos e simulações de situações de risco, como resgates. O grupo reúne desde estudantes com destaque acadêmico até universitários ligados à área de engenharia espacial.








