Minas Gerais teve o maior número de empregadores incluídos na “lista suja” do trabalho escravo, atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta terça-feira (6). Ao todo, 19 nomes do estado entraram no cadastro.
A atualização reúne 82 novos empregadores em todo o país, sendo 54 pessoas físicas e 28 empresas. Os casos foram identificados pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026 e envolvem 553 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão.
Depois de Minas, aparecem Bahia, com oito registros, e Amazonas e Maranhão, com seis cada.
Entre as atividades com mais inclusões estão a criação de bovinos para corte, com oito registros; serviços domésticos, com sete; produção de carvão vegetal e produção de café, com seis cada; e construção de edifícios, com cinco.
Os nomes permanecem no cadastro por dois anos. Por isso, nesta atualização, 151 empregadores foram retirados após completarem o período de publicação.
Veja os empregadores de Minas incluídos na lista
- Ana de Fatima Afonso Fernandes da Silva – Itamarandiba
- Artur Guimaraes Duarte – Corinto
- Derosse Drumond – Dores de Guanhães
- Dircelio Expedito Barbosa – Tapira
- Edinaldo Pinto de Brito – Ibiá
- Eli Rosa de Oliveira – Córrego Danta
- Friedrich Karl Von Randow – Mutum
- Inova Transportes GLC Ltda. – Buritizeiro
- Jose Marcio Coelho – Cássia
- Julio Cesar Canela — Uberaba
- Lucea Rodrigues Rufino – São Gonçalo do Abaeté
- Luiz Carlos de Avelar – Conceição da Aparecida
- Marconi de Queiroz – Patrocínio
- Raymundo Mauricio Ramos – Manga
- Ricardo Daibert Pinto – Simão Pereira
- Roberson Florindo da Silva – Sacramento
- Roberto Murilo Leite Cardoso – Córrego Danta
- Valdir Luis Heck Junior – Ubaí
- Wagner Luiz de Lima – Passos
O que é a ‘lista suja’?
O cadastro é atualizado pelo MTE duas vezes por ano e reúne empregadores incluídos após a conclusão dos processos administrativos relacionados à submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão.
A inclusão ocorre somente após decisão administrativa definitiva, sem possibilidade de recurso. O cadastro existe desde 2003 e tem como objetivo dar transparência às ações de combate ao trabalho escravo no país.
Como denunciar
Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, canal oficial do MTE para esse tipo de ocorrência.








