Sobe para três o número de mortos em queda de encosta em Minas; uma pessoa segue desaparecida

26/12/2022 às 09h27 - Atualizado em 26/12/2022 às 09h41
Antônio Dias
Além das mortes e das pessoas feridas, uma pessoa ainda está desaparecida (Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Subiu para três o número de mortos no deslizamento de encosta que atingiu a cidade de Antônio Dias, no Vale do Aço, na véspera de Natal. O número foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil de Minas Gerais nesta segunda-feira (26). Até o início da tarde de ontem (25), apenas uma morte havia sido constatada.

A queda de parte de um talude na Vila Sá Carvalho – Bomba, na zona rural de Antônio Dias, ocorreu durante uma chuva intensa na região. Quatro casas foram atingidas, e 11 vítimas foram resgatadas com ferimentos.

Segundo boletim da Defesa Civil divulgado hoje, as três pessoas que morreram são mulheres, identificadas como M.C.S.B., de 54 anos; A.F., cuja idade ainda não foi confirmada; e B.S.P., de 18 anos.

Feridos e desaparecidos

Além das três mortes e dos feridos, uma pessoa ainda está desaparecida. Conforme familiares e moradores, trata-se de um adolescente de 12 anos. Bombeiros fazem buscas no local desde a madrugada desse domingo.

Dos 11 feridos, seis receberam alta e cinco seguem internados. Segundo a Defesa Civil Municipal de Antônio Dias, duas das vítimas internadas estão em estado grave.

“A CEDEC-MG [Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais] está presente gerenciando o evento com os demais órgãos de segurança do estado e do município. Há comunidades ilhadas e os serviços essenciais não foram afetados”, informa o boletim do órgão estadual.

Vítimas das chuvas em Minas

De acordo com o boletim da Defesa Civil de Minas, cinco mortes decorrentes das fortes chuvas no estado foram confirmadas entre esse domingo de Natal e esta segunda-feira. Até ontem, eram oito óbitos acumulados desde o dia 21 de setembro, início do período chuvoso 2022/2023.

No boletim desta manhã, constam 13 mortes, além de 1.484 desabrigados, ou seja, pessoas que tiveram que deixar suas casas e ir para abrigos públicos.

7.370 pessoas também ficaram desalojadas neste período. Esses moradores tiveram que se abrigar, temporariamente, nas casas de parentes, amigos, vizinhos ou em hospedagens particulares.

Sofia Leão

Repórter do BHAZ desde 2019 e graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Participou de reportagens premiadas pelo Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, pela CDL/BH e pelo Prêmio Sebrae de Jornalismo em 2021.
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