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Astrônomo da UFMG descobre 31 novos conjuntos de estrelas na Via Láctea

16/04/2026 às 11h54
Felipe é astrônomo do Espaço do Conhecimento e doutor em Física pela UFMG. (Divulgação/Fernando Silva e Luis Felipe Amaral)

Um astrônomo do Espaço do Conhecimento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) participou da descoberta de 31 novos aglomerados de estrelas na Via Láctea. O estudo foi reportado em artigo aceito para publicação na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. A pesquisa foi conduzida por Filipe Andrade Ferreira, astrônomo e doutor em Física pela UFMG, com base em dados da missão espacial Gaia, iniciada em 2013 pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Os resultados indicam que a Via Láctea pode apresentar braços espirais segmentados, característica de uma galáxia espiral floculenta.

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O trabalho também contou com a participação de outros pesquisadores, sendo eles:

  • Mateus de Souza Ângelo do CEFET Nepomuceno
  • João Francisco Coelho dos Santos Jr. da UFMG
  • Wagner José Corradi Barbosa do Laboratório Nacional de Astrofísica e da UFMG
  • Francisco Ferreira de Souza Maia da UFRJ.

A pesquisa aponta que os aglomerados identificados são relativamente jovens, pouco densos e compostos por poucas estrelas. A análise foi feita a partir de informações como brilho, posição e velocidade das estrelas, utilizando um método de inspeção manual de gráficos construídos com esses dados.

Segundo o pesquisador, o estudo de aglomerados abertos tem sido desenvolvido desde 2018, quando ele ainda realizava o doutorado. Durante a análise de um conjunto já conhecido, novas concentrações de estrelas foram identificadas, o que levou à descoberta de objetos até então não registrados.

Ao longo dos últimos anos, as pesquisas resultaram na identificação de dezenas de novos aglomerados. Parte deles recebeu nomes em referência à universidade, como UFMG 1, UFMG 2 e UFMG 3.

Além das 31 novas descobertas, o pesquisador também participou da identificação de outros conjuntos estelares em estudos anteriores e em trabalhos realizados simultaneamente com outros grupos. Ao todo, o catálogo associado às pesquisas soma 128 aglomerados.

De acordo com o estudo, os dados obtidos pela missão Gaia têm sido fundamentais para ampliar o conhecimento sobre a estrutura da Via Láctea e a distribuição de estrelas na galáxia.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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