A cachaça de alambique pode ser reconhecida como patrimônio cultural de Minas Gerais. Além da cachaça de alambique, o samba e a Casa de Dona Beja, em Araxá, no Alto Paranaíba, também podem receber o o título. Os três processos serão analisados pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) nesta quinta-feira (22), em reunião no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.
A proposta busca preservar manifestações culturais, conhecimentos transmitidos entre gerações e bens históricos ligados à identidade mineira.
Cachaça de alambique
A cachaça de alambique é uma bebida alcoólica produzida a partir da fermentação do caldo da cana-de-açúcar, seguida de destilação em equipamentos chamados alambiques. No processo artesanal tradicional, são comuns os alambiques de cobre, que fazem parte da identidade e dos saberes associados à produção.
A fabricação envolve conhecimentos transmitidos entre gerações, desde o cultivo e a seleção da cana até as etapas de fermentação, destilação e armazenamento. Em Minas Gerais, a atividade está ligada à tradição rural, à economia de pequenos produtores e aos costumes de diferentes comunidades.
O possível reconhecimento como patrimônio cultural busca valorizar os modos tradicionais de produção e os saberes que fazem parte da cultura mineira.










