TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Carnaval da Liberdade e da Tranquilidade resgata tradição nas cidades históricas e apresenta alternativas para fugir da folia

06/02/2026 às 13h33 - Atualizado em 06/02/2026 às 13h58
O evento contou com a presença de quatro blocos tradicionais de Minas Gerais. (Lavínia Fernandes/BHAZ)

As cidades históricas de Minas Gerais reforçam em 2026 o papel central na preservação e na renovação do Carnaval mais tradicional do estado. Com programação distribuída em 47 municípios integrantes da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, o Carnaval da Liberdade e da Tranquilidade amplia a folia para além da capital e apresenta opções que combinam celebração popular e alternativas voltadas a quem busca experiências mais tranquilas.

A iniciativa é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com a Cemig e a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais. A proposta integra tradição e organização, reunindo blocos caricatos, muitos deles centenários, além de eventos culturais realizados em centros históricos e distritos turísticos.

O modelo reúne dois perfis de celebração: o Carnaval da Liberdade, marcado pela ocupação intensa dos espaços urbanos e históricos, e o Carnaval da Tranquilidade, com roteiros alternativos voltados ao conforto, à segurança e à contemplação cultural. Entre os destinos estão quatro patrimônios culturais da humanidade: Ouro Preto, Diamantina, Congonhas e o complexo das Cavernas do Peruaçu, em Januária.

Movimentação na Economia

A expectativa é de impacto significativo no turismo e na economia criativa. Ouro Preto projeta receber cerca de 60 mil foliões, com movimentação estimada em R$ 20 milhões. Em São João del-Rei, o impacto econômico estimado é de R$ 50 milhões. Diamantina prevê a presença de cerca de 40 mil foliões por dia. Em 2025, o município registrou mais de 350 mil foliões e movimentação de R$ 30 milhões, após sete anos sem atingir ocupação total.

Durante coletiva de imprensa, a Secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega e demais representantes do poder público e de instituições ligadas ao turismo e à economia destacaram a expectativa de movimentação econômica em Minas Gerais durante o período carnavalesco, estimada em cerca de R$ 6 bilhões, além da atuação integrada das áreas de mobilidade, segurança pública e infraestrutura para atender foliões em todo o estado.

A secretária também afirmou durante a coletiva, a importância de voltar a investir no Carnaval do interior de Minas Gerais. “O Carnaval das cidades históricas é bastante tradicional, felizmente conseguimos retomar em diversas cidades este carnaval que não vinha acontecendo devido ao crescimento exponencial da festa em Belo Horizonte”. Bárbara fala que a ideia é que todos os carnavais ganhem um apoio financeiro mais expressivo para que se consolidem no estado.

Blocos tradicionais

Entre os símbolos do carnaval mineiro está o Bloco Zé Pereira da Chácara, de Mariana, que completa 180 anos em 2026. A cidade realiza a folia entre os dias 12 e 17 de fevereiro, com o tema “O mar de gente tem um gigante à frente”, reunindo desfiles de blocos, escolas de samba e shows no centro histórico.

Em Ouro Preto, a programação ocorre no mesmo período, com mais de 50 blocos de rua, escolas de samba e atrações musicais, além de atividades nos distritos de Lavras Novas e São Bartolomeu.

No Campo das Vertentes, São João del-Rei e Tiradentes mantêm o perfil tradicional, com blocos históricos, marchinhas e ocupação dos centros urbanos. Em Itabira, o carnaval adota o tema “A Cor Dessa Cidade”, com programação descentralizada, incluindo pré-carnaval, concursos e eventos em bairros e distritos turísticos.

No Sul de Minas, Aiuruoca realiza a 86ª edição do Aiurufolia, considerado o primeiro carnaval antecipado do Brasil, tradição iniciada em 1938. Bom Jardim de Minas promove o BJ Folia 2026, com blocos tradicionais, marchinhas e shows diurnos. Também integram a programação municípios como Bom Jesus do Amparo, Sabará, Caeté e Lagoa Santa, com carnavais voltados ao público familiar, comunitário e à valorização das tradições locais.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
LinkedIn

Mais lidas do dia

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ