As cidades históricas de Minas Gerais reforçam em 2026 o papel central na preservação e na renovação do Carnaval mais tradicional do estado. Com programação distribuída em 47 municípios integrantes da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, o Carnaval da Liberdade e da Tranquilidade amplia a folia para além da capital e apresenta opções que combinam celebração popular e alternativas voltadas a quem busca experiências mais tranquilas.
A iniciativa é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com a Cemig e a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais. A proposta integra tradição e organização, reunindo blocos caricatos, muitos deles centenários, além de eventos culturais realizados em centros históricos e distritos turísticos.
O modelo reúne dois perfis de celebração: o Carnaval da Liberdade, marcado pela ocupação intensa dos espaços urbanos e históricos, e o Carnaval da Tranquilidade, com roteiros alternativos voltados ao conforto, à segurança e à contemplação cultural. Entre os destinos estão quatro patrimônios culturais da humanidade: Ouro Preto, Diamantina, Congonhas e o complexo das Cavernas do Peruaçu, em Januária.
Movimentação na Economia
A expectativa é de impacto significativo no turismo e na economia criativa. Ouro Preto projeta receber cerca de 60 mil foliões, com movimentação estimada em R$ 20 milhões. Em São João del-Rei, o impacto econômico estimado é de R$ 50 milhões. Diamantina prevê a presença de cerca de 40 mil foliões por dia. Em 2025, o município registrou mais de 350 mil foliões e movimentação de R$ 30 milhões, após sete anos sem atingir ocupação total.
Durante coletiva de imprensa, a Secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega e demais representantes do poder público e de instituições ligadas ao turismo e à economia destacaram a expectativa de movimentação econômica em Minas Gerais durante o período carnavalesco, estimada em cerca de R$ 6 bilhões, além da atuação integrada das áreas de mobilidade, segurança pública e infraestrutura para atender foliões em todo o estado.
A secretária também afirmou durante a coletiva, a importância de voltar a investir no Carnaval do interior de Minas Gerais. “O Carnaval das cidades históricas é bastante tradicional, felizmente conseguimos retomar em diversas cidades este carnaval que não vinha acontecendo devido ao crescimento exponencial da festa em Belo Horizonte”. Bárbara fala que a ideia é que todos os carnavais ganhem um apoio financeiro mais expressivo para que se consolidem no estado.
Blocos tradicionais
Entre os símbolos do carnaval mineiro está o Bloco Zé Pereira da Chácara, de Mariana, que completa 180 anos em 2026. A cidade realiza a folia entre os dias 12 e 17 de fevereiro, com o tema “O mar de gente tem um gigante à frente”, reunindo desfiles de blocos, escolas de samba e shows no centro histórico.
Em Ouro Preto, a programação ocorre no mesmo período, com mais de 50 blocos de rua, escolas de samba e atrações musicais, além de atividades nos distritos de Lavras Novas e São Bartolomeu.
No Campo das Vertentes, São João del-Rei e Tiradentes mantêm o perfil tradicional, com blocos históricos, marchinhas e ocupação dos centros urbanos. Em Itabira, o carnaval adota o tema “A Cor Dessa Cidade”, com programação descentralizada, incluindo pré-carnaval, concursos e eventos em bairros e distritos turísticos.
No Sul de Minas, Aiuruoca realiza a 86ª edição do Aiurufolia, considerado o primeiro carnaval antecipado do Brasil, tradição iniciada em 1938. Bom Jardim de Minas promove o BJ Folia 2026, com blocos tradicionais, marchinhas e shows diurnos. Também integram a programação municípios como Bom Jesus do Amparo, Sabará, Caeté e Lagoa Santa, com carnavais voltados ao público familiar, comunitário e à valorização das tradições locais.










