Na contramão da queda das mortes violentas em Minas Gerais, o número de feminicídios teve alta no comparativo entre 2024 e 2025, segundo o Anuário Brasileiro da Segurança Pública de 2026, divulgado nesta quinta-feira. O crime registrou crescimento de 32,08% na última década.
O documento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que o número de assassinatos no Brasil é o menor em 13 anos.
Em Minas Gerais, considerando as mortes violentas intencionais (soma de homicídios dolosos, latrocínios, lesão corporal seguida de morte e casos envolvendo policiais), os casos caíram de 3.219 em 2024 para 2.770 em 2025.
Em contrapartida, os casos de feminicídio apresentaram alta, passando de 169 para 177 no período. Em uma década, os casos tiveram alta de 32,08%. Em 10 anos, foram 1.585 casos.

O dado ajuda colocar ainda mais em evidência a repetição de casos de violência contra a mulher no país. Nesta semana, os belo-horizontinos se chocaram com quatro ocorrências do tipo.
Os episódios incluem dois feminicídios consumados — o de Stifanie Firmino Silva, de 35 anos, morta em seu apartamento no bairro Camargos, e o da capitã da Polícia Militar Michelle Leão Azevedo, de 41 anos, encontrada morta com marcas de agressões severas —, além de um feminicídio tentado no bairro Jonas Veiga, em que uma mulher de 31 anos sobreviveu após ser espancada e arremessada de uma sacada, e um caso de agressão contra uma idosa de 64 anos no bairro Serra, cujo agressor segue foragido.








