Preso pela Polícia Federal nessa terça-feira (17), o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já chamou atenção no noticiário com um tema além do criminal e do mundo dos negócios. Em 2023, a festa que era para celebrar os 15 anos da filha viralizou nas redes sociais devido ao luxo e à pompa. O evento, que foi comparado a um festival de música, ocorreu num condomínio em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O lineup da festa de debutante teve nomes mundiais. Dentre eles, a dupla de DJs americanos The Chainsmokers, que naquele ano estava na lista de atrações do festival The Town. O DJ brasileiro Alok também foi um dos artistas mais aguardados. Para completar a festa, Dennis Dj, Kvsh, Dubdogz e outras atrações.
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Na época, especulou-se que o bolo chegou a custar R$ 25 mil e que o custo total da festa foi milionário.
Além de todos os custos com apresentações, decoração e buffet de primeira qualidade, Vorcaro investiu na preparação da festa. O palco foi montado na casa da própria família. Para melhorar o acesso, o empresário mandou asfaltar um trecho da pista de acesso ao condomínio e também houve investimento para os vizinhos.
A família enviou uma carta aos moradores do condomínio anunciando a festa e oferecendo a eles duas diárias em um dos hotéis mais caros de Belo Horizonte caso se sentissem incomodados com o barulho do evento.

Veja um trecho do show de The Chainsmokers no evento:
Operação
A Polícia Federal deflagrou uma operação contra um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos atribuídos ao Banco Master. Segundo as investigações, a instituição até então dirigida por Daniel Vorcaro, teria criado papéis sem lastro ou com informações fraudulentas que eram apresentados como ativos legítimos. A prática configuraria crimes como gestão fraudulenta, falsidade documental, gestão temerária e organização criminosa.
A apuração, iniciada em 2024 a partir de uma requisição do Ministério Público Federal (MPF), identificou uma estrutura organizada dentro do banco para sustentar o esquema, envolvendo dirigentes e colaboradores. Os títulos suspeitos chegaram a ser vendidos a outra instituição financeira e, após fiscalização do Banco Central, teriam sido substituídos por novos ativos sem a devida avaliação técnica.
A PF cumpriu sete mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em vários estados. A detenção do executivo ocorreu poucas horas depois de um consórcio anunciar a compra do Banco Master, em um negócio que previa aporte imediato de R$ 3 bilhões com participação de investidores dos Emirados Árabes Unidos. A transação ainda dependia de aval do Banco Central e do Cade, mas foi cancelada pelos interessados.
Após a prisão, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e determinou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores da instituição, diante das irregularidades apontadas pela investigação.











