Milhares de peixes foram encontrados mortos no Rio Parapeoba, na Grande BH, desde o último sábado (6). A situação motivou uma investigação dos órgãos ambientais para apurar a causa da mortandade dos cardumes.
Uma das investigações é feita pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba. O grupo recebeu as denúncias de pescadores e moradores da região, que estão preocupados. Vídeos mostram diversos animais mortos nas margens do rio, entre as cidades de Betim e Esmeraldas. “Desde o dia 6, nós recolhemos mais de 4.000 peixes mortos”, conta Heleno Maia, presidente da instituição.
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Além das carcaças de animais recolhidos para necropsia, membros do Comitê também coletaram água e sedimentos nos trechos com mortes identificadas. Todo material passará por uma análise laboratorial. “Os resultados devem sair entre cinco a 10 dias”, explica Maia.
Em entrevista ao BHAZ, o representante do órgão ambiental disse que não vê um fato como este acontecer na região há muito tempo. A causa é desconhecida, mas o especialista levanta hipóteses. “Não tenho dúvidas que isso pode ter relação com o despejo de material químico porque registramos mortes mesmo de animais muito resistentes, como pacamã e piranha. Agora resta saber o que causou a contaminação”, sugere.
Maia também vai levantar informações para saber se o caso pode ter relação com a crescente notificação de diarreia aguda em moradores de Contagem. “Vou procurar a Secretaria Municipal de Saúde para entender isso. Os peixes foram encontrados justamente na foz do rio Betim, que recebe água do riacho Areias, de Contagem”, comentou o presidente do Comitê.
Os casos das doenças começaram a aumentar na cidade no último mês. O temor em relação ao assunto foi levantado após moradores denunciarem que a água encanada em determinadas regiões estava chegando com sabor e cheiro de barro. O caso é investigado pelas autoridades públicas. A Copasa alegou que fez testes na água e não identificou anomalias.
A Semad (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais) também investiga as mortes dos peixes. Segundo a pasta, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) realizou coletas emergenciais na área.
“Equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e da Polícia Militar de Meio Ambiente também estão em campo, averiguando possíveis causas para o ocorrido. As medidas para mitigar os impactos ambientais serão definidas a partir dos resultados das investigações e do monitoramento contínuo realizado pelos órgãos competentes”, informou a Semad.











