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‘Mães de anjos’ transformam o luto em verbo para manter viva a história dos filhos

14/05/2023 às 08h54 - Atualizado em 14/05/2023 às 09h15
mães de anjo
Em Belo Horizonte, o drama de voltar para casa sem o bebê nos braços atingiu 250 famílias de BH no ano passado (Paula Beltrão/Grupo Colcha)

“Nasce um filho, nasce uma mãe”. A frase, tão comum que alcança até quem está longe da maternidade, acalma muitas mulheres prestes a dar à luz. Mas também mascara um outro lado, tão frequente, comum e complexo quanto o nascimento, ainda que menos lembrado: o que acontece quando morre um filho tão esperado?

A resposta para essa pergunta é a realidade de milhares de mães que perderam os filhos ainda na barriga ou no parto. Em Belo Horizonte, apenas de janeiro ao início de maio deste ano, foram 151 mortes fetais, segundo dados enviados pela prefeitura da capital ao BHAZ.

Ou seja: mais de uma mãe perdeu o filho ainda na barriga a cada dia na capital e foi forçada a passar não somente pela experiência do parto já com a dor do luto, mas também a guardar para si mesma a própria maternidade.

“Você não é reconhecida como mãe. Você precisa, o tempo todo, reafirmar a sua maternidade. Até nas perguntas, nos formulários, quando perguntam se você tem filhos, você fica na dúvida do que responder. Será que é honesto eu colocar que tenho uma filha que vai fazer 4 anos?”.

Este é o quarto Dia das Mães da professora de história Mislaine Pereira. Quando estava grávida de 34 semanas, ela precisou deixar um evento de gestantes para ser encaminhada ao hospital. Chegou em trabalho de parto e não demorou muito para os médicos identificarem que o bebê não tinha mais batimentos cardíacos.

Como Manuela, a filha de Mislaine, que completaria 4 anos em breve, não nasceu com o coração batendo, a professora não teve direito à licença maternidade. Também não pôde sair da maternidade com a filha nos braços, amamentá-la, ampará-la nos primeiros passos e colecionar uma série de outros clichês reservados às mães.

Único registro que Mislaine tem com a filha, ainda na maternidade (Arquivo pessoal)

História real

Hoje, tudo que Mislaine tem de lembrança material da filha é uma imagem. O marido dela, pai de Manuela, não tem nem isso. A falta de recordações, conforme conta a professora de história, é mais um dos desafios de viver um mundo transformado pela filha, mas sem a presença dela.

“A foto, além de materializar, traz à mãe a vivência e a visibilidade de que aquela história dela existiu, de que aquela história dela foi real e de que aquele é o filho dela”, afirma Paula Beltrão, fotógrafa de partos que criou um projeto exclusivamente dedicado a garantir que as “mães de anjos” tenham momentos de afeto com os filhos que perderam, ainda que em meio a dor.

Ao lado da ginecologista obstetra Mônica Nardy e da psicóloga Daniela Bittar, Paula toca há mais de cinco anos o Grupo Colcha. O projeto, 100% voluntário e financiado pelas três mulheres, oferece assistência a mulheres que perderam os filhos na gestação ou que deram à luz bebês com comorbidades que dificultavam a sobrevivência fora do útero.

São consultas ginecológicas, acompanhamento psicológico, fotos com o bebê para recordação e assistência antes e durante o parto. Além das mais de 100 mulheres que tiveram o amparo do Grupo Colcha presencialmente em Belo Horizonte, milhares de outras mães encontram apoio em uma comunidade virtual que busca encontrar formas de lidar com o luto.

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(Paula Beltrão/Grupo Colcha)

Um bom sonho

“Toda mãe tem muito orgulho de falar dos filhos. Eu tenho três filhos, eu adoro mostrar fotos dos meus filhos, eu adoro falar sobre as conquistas dos meus filhos. Essas mães não vão ter a possibilidade de falar sobre o sonho, sobre a primeira papinha, sobre os bebês delas andarem… Mas isso não impede elas de ter uma história. Essa história foi curta, ela foi rápida, mas ela existiu”, diz Paula.

Apesar de ainda não atender tantas mães quanto gostaria, por limitações financeiras, burocráticas e de tempo, o desejo de Paula é que cada vez mais mulheres possam ter lembranças de carinho dos filhos, estejam eles vivos ou não.

‘Não é porque um bebê não nasceu que ele deixou de existir’

Mônica Nardy, cofundadora do Grupo Colcha, explica que duas em cada dez gestantes perdem os filhos durante a gestação ou no parto. Em Minas Gerais, só no ano passado, esse foi o caso de 2.420 mulheres, que voltaram para casa sem o bebê nos braços, segundo levantamento da SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais). Em BH, no mesmo período, foram 250.

Quando a perda acontece de forma tardia, ou seja, no último trimestre da gestação, ela costuma estar relacionada ao desenvolvimento de problemas como hipertensão e diabetes durante a gravidez, ou, ainda, à prematuridade dos bebês.

“Toda vez que acontece uma perda neonatal o mais importante é ir atrás de um diagnóstico. Quando você descobre o motivo, você consegue ir atrás do tratamento adequado e evitar uma recorrência”, alerta a médica, ao destacar a importância do acompanhamento às mulheres que perderam seus bebês.

(Paula Beltrão/Grupo Colcha)

Há cinco anos, Mônica também sofreu uma perda gestacional e, a partir de então, tem se mobilizado a prestar apoio a outras mulheres que também enfrentam essa realidade. Ela se orgulha em dizer que, nesse período, houve avanços significativos no tratamento de mães de bebês natimortos dentro do ambiente hospitalar.

“Há pouco tempo, os mortos neonatais eram considerados bebês que nem existiam. Era questão de descartar, tirar o bebê de vista, as mães nem olhavam para eles, como se aquela gestação não tivesse acontecido. Mas eu gosto muito da frase: ‘Não é porque um bebê não nasceu que ele deixou de existir’”, pontua ela. 

‘Preparados para a vida’

O desafio, no entanto, vai além da sala de parto. Desde o momento em que se constata a perda gestacional, é preciso um tratamento cuidadoso – o que, muitas vezes, não acontece nem no atendimento médico e nem entre as pessoas que cercam aquela mãe.

“Lá, quando a mãe vai fazer ultrassom e é constatado que o bebê infelizmente já está sem batimentos cardíacos, essa notícia, esse preparo tem que vir a partir dali”, ressalta Paula Beltrão, que conta também que ainda há muitas experiências traumáticas. Mas ela vê uma “luz no fim do túnel”: “Os médicos não são preparados para a morte, eles são preparados para a vida, para salvar né? Então para eles também é muito difícil. Mas eu tenho visto um bom empenho em buscar informações”.

Situação semelhante acontece com as mães e com familiares de mulheres quando elas engravidam: se preparam para a vida. Para acompanhar os passos e ver crescer uma nova pessoa. Por isso, a dificuldade de entender para onde ir quando essas expectativas se frustram.

“Eles não preparam a gente para  a possibilidade de uma perda. Nem na cartilha da gestante tem essas informações porque, claro, nenhuma gestante pensa que vai perder o seu bebê”, reforça Mislaine. Ela conta que não recebeu orientações nem mesmo sobre o tratamento que seria dado à filha após o parto, se poderia ter um momento com ela e para onde ela seria levada.

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(Paula Beltrão/Grupo Colcha)

“Por muito tempo, a sociedade silenciava essa dor e essas mães se sentiam na obrigação de serem silenciadas com medo de ferir ou de magoar outras pessoas. Na verdade, a mágoa e o sofrimento só aumentavam”, explica a fotógrafa.

É daí que vem a importância de se fazer entender a existência de cada bebê, ainda que em meio a um momento de muita dor: “Existe sim uma forma de fazer com que aquela família tenha memórias, sejam elas através de fotos ou memórias positivas em reação ao acolhimento, a uma fala. A gente tenta colocar o bebê pele a pele com a mãe, para que a mãe veja o filho dela, para que mãe toque o filho dela, para que ela crie memórias afetivas”.

Não tem outro

Você teria coragem de dizer “não se preocupe, você é nova, vai ter outro” a uma mãe que perdeu o filho de 10 anos? É essa frase, entre outras variações, que ouvem boa parte das mães que perderam bebês durante a gestação.

“Filhos não se descartam, independente da idade. Para aquela mãe, os sonhos que ela poderia ter vivido durante 5, 10, 18, 20, 30 anos com o filho dela, se acabaram ali. Os sonhos físicos, materializados, porque os sonhos dela por ele continuam vivos nela”, pontua Paula Beltrão.

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(Paula Beltrão/Grupo Colcha)

Especialistas alertam que, junto da falta de suporte médico e do sofrimento inerente ao período, atitudes como essa, de pessoas que acreditam estar ajudando, podem danificar inclusive a visão da mulher quanto a ela mesma.

“Quando elas recebem essa notícia de qualquer forma, elas começam a pensar ‘eu não dei conta, eu não sou uma mulher porque eu não consigo, não fui uma boa mãe, não fui uma boa gestora’. Então essa questão de falar também impacta em diversas questões da vida dessa mãe”, explica a psicóloga Andreina Cassiana.

Ela pontua ainda que é sim possível trabalhar tanto a notícia da morte quanto a condução de outras conversas de forma diferente, ponto também defendido e praticado pelo Grupo Colcha. “Não que não exista dor no momento da perda de um filho, não que ela não vá viver o luto, mas existem formas da gente fazer com que as lacunas, com que os buracos causados por aquela perda não sejam mais traumáticos do que já são”.

O luto materno é um luto eterno

Não é possível qualificar e, muito menos, quantificar o tamanho da dor de se perder um filho, tenha ele qualquer idade. Na visão da psicóloga Andreina, o luto deve ser vivido e compartilhado para que não se transforme em transtornos graves, como a depressão.

“Quando a mulher é criança, ela é induzida a brincar de mamãe. Desde então, se percebe que esse papel está diretamente vinculado à identidade dela. Quando ela sente que perdeu esse traço de identidade, ela se sente frustrada. A partir daí pode surgir algum tipo de transtorno, como a ansiedade generalizada e a depressão pós-parto não validada”, explica ela.

Mislaine conta que há quatro anos enfrenta um luto silenciado e que carrega diversas nuances. É que, além de ter perdido a filha, a professora sente por todo o futuro que foi planejado por ela durante a gestação e que não chegou a acontecer.

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(Paula Beltrão/Grupo Colcha)

“O luto materno é um luto eterno. Ele é um luto de várias faces. A primeira face tem a ver com a morte da criança. Seu filho morreu. A segunda, é o luto pela maternidade não vivida. O luto por não ter tido a experiência de ver a criança crescer, de ouvir a voz dela, de não saber como ela seria. Às vezes, fico tentando imaginar como a Manuela seria, mas eu não tenho nenhuma informação que possa me ajudar. Não sei nada sobre ela”, lamenta.

O luto se transforma, contudo, toda vez que a professora vê sua maternidade ser questionada. É nesse momento que, segundo Mislaine, “ele vira luta”: “Eu penso que tenho que ficar bem, pois é meu dever manter a memória da Manuela viva”.

É esse tipo de experiência que impulsiona também o trabalho do Grupo Colcha, que luta para que as mulheres conheçam seus filhos e tenham do que se lembrar, e recebe de volta frases como: “Olha, essa foto aqui é a única coisa que eu tenho. A minha história tá aqui nessas 15, 20, 30 fotos que você me deu”. “Você passa a entender a importância de você realmente falar, de quebrar esses tabus que são internos nossos”, afirma Paula.

Dor espalhada na rede

O avanço da pauta e a assistência às mães, no entanto, esbarram em uma série de desafios estruturais. No caso de Mislaine, por exemplo, o sofrimento se espalhou no quarto da maternidade. “Eu fui colocada em um alojamento sozinha para não ficar no alojamento junto com as mães com os seus bebês vivos”, lembra a professora.

Enquanto se recuperava fisicamente, um problema de falta de acomodações disponíveis a levou a dividir o espaço com uma gestante que estava agitada, pois já havia sofrido uma perda gestacional e tinha medo de passar por outra. “Eles me perguntaram onde estava o meu bebê e respondi que ela tinha nascido morta. Não deu dez minutos essa mulher pegou tudo do hospital para buscar outro”, conta.

Desde 2013, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais retomou a implantação dos Comitês de Prevenção de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal. Os protocolos, atualizados em outubro de 2022, ajudam a monitorar as mortes e avaliar a qualidade da assistência prestada às mulheres e bebês. O objetivo é ter dados mais apurados, que amparem o desenvolvimento de políticas públicas sobre o tema.

Trabalho semelhante também é desenvolvido pela Prefeitura de Belo Horizonte, que tem comitês de prevenção da mortalidade infantil e neonatal. Entre as ações, estão o levantamento dos dados da atenção ambulatorial, urgência e hospitalar, entrevista domiciliar e análise dos óbitos.

Os avanços, no entanto, ainda são lentos e dificultados, boa parte das vezes, pelo tabu. “A sociedade cria estigmas em relação a algumas coisas e o luto é estigmatizado pela sociedade como o tabu do medo, o tabu da dor e um tabu de ser uma história única daquela pessoa. Não é único”, avalia Paula Beltrão.

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(Paula Beltrão/Grupo Colcha)

“Aquele bebê, da mesma forma que ele tem uma mãe, um pai, ele tem uma avó, um avô, uma madrinha, uma irmã, um tio… Então, ele pertence à história não só daquela mãe que está com o colo vazio. Ele pertence à história de várias pessoas que estão ali em volta dele e todas essas pessoas merecem acolhimento e elas merecem e precisam falar sobre”, alerta a fotógrafa sobre o silêncio generalizado que ainda acompanha o assunto.

Recordações narram a história que não chegou a ser escrita

Há quatro anos, Mislaine Pereira olha para a parede de um dos corredores da casa em que vive, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e pensa na filha, Manuela. Foi naquele canto, ao lado de várias outras obras artísticas pintadas por ela, que a professora pendurou a “árvore da vida” feita com a placenta que levou para casa após o parto.

A imagem retrata a ligação entre o útero e o coração dela. O primeiro, lar da filha durante quase oito meses e o segundo, onde Manuela vive eternamente. A obra expressa, ainda, o vínculo entre mãe e filha que permanece intacto.

Mislaine, que também é artista, criou a própria árvore da vida, em homenagem a Manuela (Arquivo pessoal)

Outro registro feito na maternidade ajuda Mislaine a manter acesa a memória da bebê que chegou a carregar nos braços: “Eu tenho uma foto com a minha filha, que foi tirada pela minha irmã. Meu marido, por exemplo, não tem nenhuma foto com ela. Isso é um problema porque você não tem a materialidade. Depois do enterro, a única coisa que te sobra são as lembranças”.

A criação de lembranças com os bebês que partiram é o que ajuda as mães a atravessarem o momento do luto. Quem afirma isso é a médica Mônica Nardy, cofundadora do Grupo Colcha, que ressalta a importância do acolhimento hospitalar a essas mulheres.

“Precisa ser oferecido para ela um tempo de despedida do bebê, para que ela veja e crie vínculos de memórias afetivas. Seja por fotografia, seja por uma mechinha de cabelo, seja por uma lembrança do cordão umbilical. Aquele é o único momento que a mãe vai ter com o seu filho. Ela não vai ter outra oportunidade e isso precisa ser muito valorizado”, pontua.

“A gente tenta tirar os ‘porquês’. ‘Mas por que o meu bebê morreu? Por quê?’. Tudo isso vai ser resolvido depois. A gente tenta naquele momento conectar a mãe e a família, as pessoas que estão ali em volta, a entenderem que os processos do nascimento e da despedida naquele momento são importantes. Os porquês eles vão resolver depois”, ressalta a fotógrafa Paula.

É esse o passo mais importante para que as mulheres sejam vistas como as mães que realmente são: que, por um momento o protagonismo seja do afeto que nutriram pelos filhos, e não da dor de perdê-los. Que elas se vejam e sejam vistas como mães. Mães que não puderam viver com os filhos, mas que, como outras tantas, os amam e tiveram as vidas transformadas por eles.

O que é ser mãe?

Com a palavra, as melhores pessoas para responder essa pergunta, as mulheres que são mães, independente do tempo que tiveram com seus filhos:

“Ser mãe para mim é intenso, é vida. Ser mãe para mim é sonho, é realização e eu acho que ser mãe é desafiador e ao mesmo tempo é a razão da nossa caminhada” – Paula Beltrão.

“A maternidade é o exercício diário de permitir o outro ser. Ser grato pela existência do outro. Estar ali como suporte, amparo, estrutura, caminho, para possibilitar essa existência, independente do tempo dela. Mesmo que ela tenha durado 6 semanas, 34 semanas ou até mesmo décadas. O exercício da maternidade é esse. Ser mãe é possibilitar a existência” – Mislaine Pereira.

“Ser mãe é sobre ser lar. É ser para o outro a sua melhor versão, mesmo não a tendo para si”Andreina Cassiana.

“Ser mãe é amar além do que os olhos podem ver, e as mãos podem cuidar”Mônica Nardy.

*Todas as fotos nesta reportagem foram reproduzidas com autorização das mães.

Editado por: Giovanna Fávero

Giovanna Fávero

Editora no BHAZ desde março de 2023, cargo ocupado também em 2021. Antes, foi repórter também no portal. Foi subeditora no jornal Estado de Minas e participou de reportagens premiadas pela CDL/BH e pelo Sebrae. É formada em Jornalismo pela PUC Minas e pós-graduanda em Comunicação Digital e Redes Sociais pela Una.

Giovanna Fávero

Email: [email protected]

Editora no BHAZ desde março de 2023, cargo ocupado também em 2021. Antes, foi repórter também no portal. Foi subeditora no jornal Estado de Minas e participou de reportagens premiadas pela CDL/BH e pelo Sebrae. É formada em Jornalismo pela PUC Minas e pós-graduanda em Comunicação Digital e Redes Sociais pela Una.

Larissa Reis

Email: [email protected]

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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