TikTok
Youtube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp

Tragédia de Mariana: Governo assina hoje novo acordo com Samarco, Vale e BHP

25/10/2024 às 07h19 - Atualizado em 25/10/2024 às 07h54
tragédia mariana
Novo acordo é assinado hoje (Antônio Cruz/Agência Brasil)

O Governo Federal assina, nesta sexta-feira (25), o novo acordo para reparação com as mineradoras Samarco, Vale e BHP, por danos causados pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, em 5 de novembro de 2015. A tragédia, que matou nove pessoas, entrou para a história como a maior catástrofe ambiental do país.

O acordo total prevê o pagamento de R$ 132 bilhões. Desses, conforme o governo, R$ 100 bilhões representam novos recursos que devem serem pagos em até 20 anos pelas empresas. As companhias também destinarão outros R$ 32 bilhões para indenizações a atingidos e de ações reparatórias sob sua responsabilidade, além dos R$ 38 bilhões que alegam já terem desembolsado.

A barragem do Fundão era administrada pela Samarco, empresa controlada pelas mineradoras Vale, companhia brasileira, e BHP Billiton, anglo-australiana. As tratativas desse acordo, que tem a pretensão de ser definitivo sobre o caso, são discutidas há dois anos.

Para o Governo Federal, o acordo vigente relativo à tragédia não funcionou, pois houve descumprimento sistemático das deliberações do Comitê Interfederativo (CIF) por parte da Fundação Renova, criada servir como entidade responsável pela mobilização para a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem.

Parcelamento

A primeira parcela referente aos R$ 100 bilhões, no valor de R$ 5 bilhões, deverá ser paga daqui a 30 dias e seguirá um cronograma de pagamento contínuo, anual, até 2043. Os valores anuais variam entre R$ 4,41 bilhões, previstos para a última parcela, em 2043, e R$ 7 bilhões, o mais alto a ser pago em um ano, em 2026.

Mortes e impactos ambientais

Localizada a 35 quilômetros (km) do centro do município de Mariana (MG), a barragem do Fundão era de responsabilidade da Samarco, empresa controlada pelas mineradoras Vale (brasileira) e BHP Billiton (anglo-australiana). O desastre resultou na morte de 19 pessoas e no desaparecimento de outras três, além de 600 pessoas desabrigadas e 1,2 milhão de pessoas sem acesso à água potável. Aproximadamente 40 milhões de metros cúbicos (m³) de rejeitos foram despejados no meio ambiente, atingindo 49 municípios em Minas Gerais e Espírito Santo. A lama percorreu uma trajetória de 663 km até atingir o mar.

Obrigações

Entre as obrigações que permanecem com as empresas estão a retirada de 9 milhões de m³ de rejeitos depositados no reservatório UHE Risoleta Neves, usina hidrelétrica situada na Bacia Hidrográfica do Rio Doce, que ocupa uma área de mais de 83 mil km² nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

As empresas ficam obrigadas também a finalizar o reassentamento nas regiões de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, recuperar 54 mil hectares de floresta nativa e cinco mil nascentes na Bacia do Rio Doce, e realizar o Gerenciamento das Áreas Contaminadas (GAG).

Está prevista ainda a implantação de Programa Indenizatório Definitivo (PID) que é voltado principalmente para os atingidos pela tragédia que não conseguiram comprovar documentalmente os danos sofridos, que passariam a ter direito ao pagamento de R$ 35 mil, aos atingidos, em geral, e R$ 95 mil aos pescadores e agricultores afetados. A estimativa é de que mais de 300 mil pessoas terão direito a receber esses valores.

Supremo assume conciliação

O ministro Luís Roberto Barroso decidiu, nessa quinta-feira (24), transferir para o Supremo Tribunal Federal (STF) o processo de conciliação sobre o ressarcimento de danos causados pelo rompimento da barragem em Mariana.

Com a decisão, o acordo que será assinado nesta sexta-feira (25) deverá ser homologado pela Corte, não mais pela Justiça Federal em Minas Gerais. No entendimento de Barroso, a homologação vai permitir que o acordo tenha segurança jurídica.

Reino Unido

Em Londres, outra ação de indenização começou a ser julgada nesta semana. A ação envolve cerca de 620 mil vítimas e busca que a mineradora BHP Billiton, acionista da mineradora Samarco, que atuou em Mariana, seja condenada ao pagamento da indenização. A empresa tem sede em Londres.

O rompimento da barragem do Fundão causou 19 mortes e gerou danos às populações de dezenas de comunidades mineiras e capixabas ao longo da bacia do Rio Doce.

Com Planalto e da Agência Brasil

Redação BHAZ

redacao@bhaz.com.br

Redação BHAZ

Email: redacao@bhaz.com.br

Mais lidas do dia

Justiça mantém suspensão de show de Ana Castela em cidade de Minas Gerais; entenda a decisão

Justiça mantém suspensão de show de Ana Castela em cidade mineira

Mulher trans viraliza após realizar sonho de dirigir ônibus no interior de Minas Gerais

Mulher trans viraliza após realizar sonho de dirigir ônibus em MG

Metrô BH começa obras de três novas estações da Linha 2; veja quais

Jovem é encontrado morto com golpes de faca dentro de casa em Contagem, na Grande BH

Foto ilustrativa (Pixabay)

Idoso é atacado por enxame de abelhas e levado em estado grave para hospital no Sul de Minas; veja vídeo

Um idoso, de 73 anos, foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros após um ataque de abelhas sofrido na cidade de Andradas, no Sul de Minas

Leia mais

Acompanhe com o BHAZ

Siga o BHAZ nas redes sociais

TikTok
YouTube
X (Twitter)
Instagram
Facebook
Whatsapp
Logo BHAZ