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Mineira morta pelo namorado em Goiás é enterrada em Pará de Minas; suspeito enviou áudio confessando crime

23/03/2026 às 18h13
Mineira morta pelo namorado em Goiás é enterrada em Pará de Minas
Jovem foi morta a facada na última sexta-feira (20). (Reprodução/Redes Sociais)

O corpo da jovem Raiane Maria Silva Santos, de 21 anos, vítima de feminícidio, foi sepultado nesse domingo (22), em Pará de Minas, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A mineira foi morta a facadas pelo companheiro, André Lucas da Silva Ribeiro, de 28 anos, na última sexta-feira (20), em um condomínio em Goiânia (GO). O suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PMGO).

Familiares e amigos se despediram da vítima no Cemitério Santo Antônio, localizado no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Pará de Minas.

Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), o casal mantinha um relacionamento e havia se mudado para a capital goiana há cerca de duas semanas, na companhia de um amigo, para trabalhar.

Em depoimento, a testemunha afirmou que Raiane e André tinham brigas constantes e que, na última sexta-feira (20), houve mais um desentendimento, motivado por ciúmes.

O amigo relatou ainda que ouviu a discussão, mas acreditou se tratar de uma “briga comum”. Conforme a PCGO, em determinado momento, o jovem escutou o barulho de algo caindo e, ao verificar, encontrou a vítima caída no chão, desacordada e com uma mancha de sangue no peito.

A PMGO foi acionada e, ao chegar no local, constatou a morte de Raiane. O suspeito, que estava na casa, confessou o crime e foi preso em flagrante.

Suspeito mandou vídeo para mãe confessando o crime

Antes de ser preso, André gravou um vídeo e enviou à mãe dele. Nas imagens, que circulam pelas redes sociais, o homem alegava que “não estava aguentando mais a Raiane”. “Infelizmente matei ela. Eu não estava aguentando esse inferno”, disse.

Veja o áudio:

Em entrevista à TV Integração, a mãe da vítima, Alessandra Silva, comentou que o relacionamento tinha apenas três meses e se mudou para Goiânia para trabalhar com André. “Eles tinham brigas corriqueiras, muitas vezes por ciúmes”, contou.

Ainda segundo a mulher, ela foi comunicada sobre a morte da filha por meio de uma ligação do Instituto Médico Legal (IML) em Goiás. “Quando cheguei lá, as coisas dela estavam guardadas em mochilas e malas. Acredito que minha filha voltaria para casa”, disse.

Em nota, a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPO-GO) informou que representou o suspeito em audiência de custódia e não comentará sobre o caso.

“Após a audiência de custódia deverá ser iniciado o processo criminal e será oportunizado prazo para o acusado constituir sua defesa que poderá ser realizada pela Defensoria Pública ou por um profissional particular”, escreveu.

Ana Magalhães

Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi estagiária do Jornal Estado de Minas e do programa Agenda da Rede Minas de Televisão. Repórter do BHAZ desde agosto de 2024.
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