A Polícia Civil confirmou, por meio de exames realizados pela perícia, a presença de vestígios do calmante clonazepam no sangue do casal de idosos assassinado a facadas por uma diarista em um apartamento de luxo no bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A diarista Paola Stefany Neto Cirino confessou que usou o calmante para dopar o casal de idosos. A Justiça analisa a prisão da diarista nesta sexta-feira (3), em audiência de custódia.
O exame toxicológico feito pela perícia da Polícia Civil confirmou a versão apresentada pela suspeita após ser presa nessa quarta-feira (2). Ela disse que dopou as vítimas com um medicamento que tem efeito calmante. O clonazepam é um ansiolítico com efeito sedativo.
Veja também
A audiência de custódia da diarista está marcada para às 13h30 de hoje. A sessão será na Central de Audiência de Custódia de Belo Horizonte (CEAC/BH), no bairro Lagoinha, e a expectativa é de que a decisão da Justiça sobre a manutenção ou não da prisão da investigada seja conhecida até por volta das 15h, considerando possíveis atrasos.
Polícia procura por motorista de carro
A Polícia Civil já conseguiu confirmar a placa do carro que teria ajudado a diarista a fugir do local do crime, assim como o possível motorista que dirigia o veículo. Segundo investigadores, este é mais um passo importante na investigação. Paola alega que pagou para que um motorista de aplicativo, que descansava próximo ao endereço do duplo homicídio, a levasse para outro local.
A polícia suspeita que Paola Stefany Neto Cirino não agiu sozinha na morte do casal. A informação foi revelada ao BHAZ na tarde dessa quarta-feira (1) pelo delegado Gustavo Barletta, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri).
Conforme contou à reportagem, a PCMG suspeita que a mulher teve apoio de outro homem para fugir do prédio localizado no bairro São Pedro, região Centro-Sul de BH. Segundo o delegado responsável pela investigação, somente Paola teve acesso ao apartamento no dia do crime.
Relembre o caso da diarista que matou casal de idosos
Os corpos de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram encontrados pelo filho do casal no início da tarde de terça-feira (30), depois que ele ficou sabendo que o pai não havia aparecido no trabalho. Ao entrar no apartamento, se deparou com o casal já sem vida. Segundo o boletim de ocorrência, os dois tinham ferimentos em diferentes partes do corpo, como costas, garganta, pescoço, barriga, queixo e tórax, além de sinais de defesa.
Ao investigar as câmeras de monitoramento do prédio, a Polícia Civil identificou a entrada e saída de Paola na última segunda-feira (29). Equipes foram até a casa dela em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de BH. Ela não foi encontrada e parentes contaram à polícia que ela teria viajado para o estado do Espírito Santo com o filho.
Já nesta quarta-feira (01), Paola Stefany Neto Cirino foi localizada dormindo com o filho, uma criança, em um quarto de hotel, na cidade de Itabira. Ela não resistiu à prisão e confessou o crime aos policiais.
Paola é suspeita de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Segundo a PC, após matar os idosos, ela lavou a faca utilizada no crime, tomou banho e fugiu do local levando bens de valor do casal, como jóias, celulares e relógios. Ela deixou o prédio carregando bolsas e sacolas, uma delas contendo a roupa utilizada no momento das execuções.









