Morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, o jornalista e escritor Zuenir Ventura, um dos nomes mais importantes do jornalismo brasileiro. Natural de Além Paraíba (MG), ele era um dos ocupantes da Academia Brasileira de Letras.
Uma das principais obras de Zuenir foi o livro ‘1968: o ano que não terminou’, marco do jornalismo que retrata o que aconteceu no Brasil e no mundo naquele ano.
Outros livros do escritor são “Cidade Partida” (1994), pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti de reportagem em 1995, e “Chico Mendes: Crime e Castigo” (2003). Em 1989, dividiu o Prêmio Esso de Jornalismo por sua cobertura da investigação do assassinato do líder seringueiro Chico Mendes.
Ao longo de sua carreira, atuou como colunista de veículos como O Globo e a revista Época, e lecionou por mais de quatro décadas na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Reconhecido como uma das principais vozes do jornalismo-reportagem no Brasil, Zuenir Ventura foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em outubro de 2014, tomando posse em março de 2015 na cadeira de número 32, sucedendo Ariano Suassuna.












