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Três pessoas seguem internadas após intoxicação por ‘falsa couve’ no interior de Minas; uma em estado grave

13/10/2025 às 14h00 - Atualizado em 13/10/2025 às 14h40
A Nicotiana glauca, mais conhecida como "falsa couve" pode ser identificada por 5 características; veja quais. (Zhao Youli/Adobe Stock)

Três pessoas seguem internadas nesta segunda-feira (13) após intoxicação por Nicotiana glauca, planta tóxica conhecida como “falsa couve”, na cidade de Patrocínio, no Alto Paranaíba. O caso aconteceu na última quarta-feira (8), quando quatro pessoas de uma mesma família passaram mal depois de consumir a planta durante um almoço. Uma das pessoas tem quadro grave.

De acordo com o boletim médico atualizado pela Secretária de Saúde de Patrocínio, um homem de 60 anos segue intubado e sedado, com quadro estável e função renal preservada. Outro paciente, de 64 anos, respira com auxílio de cateter nasal e apresenta confusão mental, mas está hemodinamicamente estável.

Já a mulher, de 37 anos, permanece em estado muito grave e instável, com febre. Segundo a unidade de saúde, os familiares foram informados sobre a gravidade da situação.

Relembre o caso

As vítimas começaram a passar mal logo após o almoço, com sintomas como dormência nas pernas, fraqueza e dificuldade para respirar. O Corpo de Bombeiros foi acionado e encontrou a mulher que agora está em estado grave desorientada, em parada cardiorrespiratória. Ela foi reanimada e levada ao Pronto-Socorro Municipal. Outras duas vítimas foram levadas à Santa Casa de Patrocínio.

A Secretaria de Saúde de Patrocínio informou que equipes da Vigilância Sanitária e Epidemiológica fizeram vistoria e coleta de amostras na casa da família. A pasta reforça a importância de não consumir plantas desconhecidas e de procurar atendimento médico imediato em casos de suspeita de intoxicação.

Veja como identificar a “falsa couve”

Após o caso de uma família intoxicada ao consumir a chamada “falsa couve”, o alerta sobre o risco de confusão entre plantas voltou a preocupar especialistas. Em entrevista ao BHAZ, a bióloga, mestre em botânica e professora da UniBH, Fernanda Raggi Grossi, explicou como diferenciar a verdadeira couve da espécie tóxica — e o que torna essa planta tão perigosa.

A “falsa couve” é, na verdade, a Nicotiana glauca, uma planta da família das Solanáceas, a mesma do tomate, da batata e do tabaco. Apesar da aparência semelhante à couve tradicional, a Nicotiana glauca é altamente venenosa, pois contém anabasina e nicotina, dois alcaloides potentes que atuam diretamente no sistema nervoso.

5 formas de diferenciar a falsa couve da verdadeira

Segundo a bióloga, a Nicotiana glauca possui:

  1. folhas menores
  2. mais grossas
  3. ásperas
  4. cor acinzentada ou azulada
  5. aspecto opaco

A planta tem um tronco lenhoso, e suas folhas se prendem a esse caule, o que já é um sinal de alerta. Além disso, apresenta flores pequenas agrupadas em cachos — algo incomum na couve que consumimos.

Lavínia Fernandes

Jornalista formada pela PUC Minas. Publicou um artigo sobre alfabetização midiática pela Intercom. Foi estagiária de assessoria de comunicação na ALMG. Repórter no BHAZ desde novembro de 2024.
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