Uma mulher ateou fogo dentro de uma loja da Vivo e ameaçou funcionárias no Centro de Lambari, no Sul de Minas, na manhã desta quinta-feira (20). Segundo o boletim de ocorrência (BO), ela entrou no estabelecimento carregando uma barra de ferro e uma garrafa com cerca de 500 ml de gasolina. A ação foi registrada por câmeras de segurança.
Nas imagens, a mulher entra na loja, pega um fósforo, acende e joga sobre uma mesa de atendimento. Quatro funcionárias que estavam no local se levantam e correm para o fundo do estabelecimento. Em seguida, a suspeita retira um objeto de dentro da calça e segue na direção das atendentes. Veja o vídeo abaixo:
Três funcionárias conseguem entrar em uma sala e fechar a porta, enquanto outra deixa a loja. A mulher tenta abrir a porta onde as atendentes se esconderam, mas não consegue. Depois, ela derruba um objeto que estava sobre uma das mesas, acende outro fósforo e joga no local.
Ainda conforme o registro policial, a suspeita teria lançado gasolina na direção das pessoas que estavam nas mesas de atendimento antes de atear fogo ao líquido inflamável. Na sequência, ela passou a golpear a porta da sala onde as funcionárias estavam escondidas com a barra de ferro e exigiu que uma das vítimas pedisse desculpas por meio das redes sociais.
As vítimas relataram aos policiais que não precisavam de atendimento médico. Uma pessoa que passava pela região teria utilizado um extintor da própria loja para apagar as chamas.
Ameaças
Segundo o BO, uma das funcionárias relatou que havia iniciado um relacionamento com o ex-companheiro da suspeita dias antes. Após o início da relação, ela teria passado a receber ameaças da mulher, inclusive de que teria ácido jogado no rosto.
O ex-companheiro também foi ouvido pelos militares. Ele contou que havia encerrado o relacionamento com a suspeita e que os dois ainda moravam no mesmo imóvel enquanto aguardavam a venda da propriedade.
Durante as diligências para localizar a mulher, os policiais receberam autorização do homem para entrar na residência. Em um quarto que, segundo ele, era utilizado exclusivamente pela suspeita, os militares encontraram, sob um colchão, uma arma de fogo acompanhada de um carregador e 14 munições de calibre 9 mm.
O armamento foi apreendido. Segundo o ex-companheiro, a arma era registrada e estava desaparecida do local onde costumava ser guardada desde o dia anterior.
Danos
O fogo e os golpes provocaram danos em diversos objetos do estabelecimento, incluindo mesas, um computador e aparelhos telefônicos. Parte da bancada e uma porta também foram atingidas. Conforme o BO, não foi possível fazer naquele momento a identificação e a quantificação completa de todos os bens danificados.
A perícia técnica foi acionada, mas informou que não compareceria ao local. A equipe policial foi orientada a incluir no registro fotografias feitas durante o atendimento, mostrando o estabelecimento e os danos.
Até o encerramento do boletim de ocorrência, a suspeita ainda não havia sido localizada. As diligências continuavam para encontrá-la e esclarecer completamente as circunstâncias do caso.








