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Nova Lima inicia vacinação pioneira contra a dengue com dose única produzida pelo Instituto Butantan

17/01/2026 às 15h29
vacinação
(Foto ilustrativa: Divulgação/PBH)

Em um projeto-piloto iniciado neste sábado (17) Nova Lima e outras duas cidades passaram a imunizar seus moradores contra a dengue com uma vacina 100% nacional e de dose única.

A escolha de Nova Lima como cidade-piloto foi definida de forma conjunta pela Fiocruz Minas, pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), utilizando critérios técnicos e epidemiológicos. A iniciativa integra um estudo nacional que busca avaliar o impacto da imunização de mais de 50% da população em um curto intervalo de tempo.

Além da cidade mineira, os municípios de Maranguape (CE) e Botucatu (SP) também participam desta fase de aplicação.

Para esta etapa inicial, foram disponibilizadas 64 mil doses, quantitativo suficiente para cobrir todos os moradores elegíveis de Nova Lima.

A vacinação é destinada a pessoas com idade entre 15 e 59 anos. O imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan, apresenta resultados robustos de proteção, com uma eficácia geral de 79,6% na prevenção da dengue sintomática e de 89% contra formas graves da doença.

Durante o evento, o vice-governador reforçou a importância da participação popular para resgatar a confiança nas vacinas e solicitou que o público-alvo compareça às unidades básicas de saúde. “É uma questão de responsabilidade as autoridades públicas trabalharem para resgatar a confiança da população em vacinas. E neste momento, o meu pedido é para que a população de Nova Lima compareça às unidades básicas de saúde, para que a gente possa vacinar as pessoas de 15 a 59 anos, que é a população foco dessa campanha de vacinação contra a dengue”, disse Mateus Simões, que, por morar na cidade e se encaixar no público-alvo, também foi vacinado.

Próxima fase do projeto

Existem restrições para o recebimento desta vacina. Segundo as diretrizes divulgadas, não devem ser vacinados: gestantes, lactantes, pessoas com imunodeficiência ou que realizam terapias imunossupressoras, assim como indivíduos que contraíram a doença nos últimos seis meses e pessoas que tiveram febre amarela, zika ou chikungunya, que devem esperar um intervalo mínimo de 30 dias para receber o imunizante.

A experiência em Nova Lima servirá para testar estratégias logísticas que fundamentarão a futura ampliação da vacinação para outros municípios. De acordo com o Ministério da Saúde, a expansão ocorrerá de forma gradual, respeitando a capacidade de produção de doses e o cenário epidemiológico.

Na próxima fase, a prioridade será a proteção dos profissionais da Atenção Primária à Saúde que atuam na linha de frente do SUS, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde e de combate às endemias que realizam visitas domiciliares.

Redação BHAZ

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