Em menos de um mês, a Polícia Civil de Minas Gerais (PC) desarticulou quatro estruturas de cultivo de maconha espalhadas por diferentes regiões do estado, apreendeu cerca de 1,8 tonelada da droga e localizou um plantio com aproximadamente 30 mil pés. Tudo ligado ao mesmo grupo criminoso — e tudo a partir de uma investigação que começou com um sequestro.
O caso tem uma origem improvável. Em 26 de maio, equipes das delegacias de Araçuaí e Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha, faziam levantamentos sobre um sequestro em Coronel Murta quando encontraram, na zona rural de Virgem da Lapa, a plantação com os 30 mil pés de maconha. A descoberta escancarou a existência de uma organização criminosa com raízes fincadas em diferentes regiões do estado.
Em 4 de junho, a operação Erva Daninha levou os policiais à zona rural de Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais, onde uma segunda estrutura foi desmantelada. No local, cerca de 1,8 tonelada de maconha em fase de preparação para distribuição foi recolhida e incinerada.
Seis dias depois, em 10 de junho, um terceiro ponto surgiu na zona rural de Porteirinha: mais 100 quilos de droga já prontos para comercialização, além de fertilizantes, equipamentos de produção e outros materiais foram encontrados.
E, nessa quarta-feira (17), Unaí — a mais de 500 km de onde tudo começou — entrou no mapa da organização, com a identificação de um quarto plantio ilegal na zona rural do município, no Noroeste do estado.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Araçuaí e conta com o apoio do 15º Departamento de Polícia Civil, em Teófilo Otoni, e das delegacias Regionais de Pedra Azul e Unaí. O trabalho segue em andamento para identificar todos os envolvidos e mapear a extensão completa da estrutura criminosa que estava cultivando maconha em grande escala no interior de Minas Gerais.








