A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a segunda fase da Operação Sanitas para combater a comercialização ilegal de medicamentos utilizados para emagrecimento em Minas. Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Belo Horizonte, Coronel Fabriciano e Caratinga, em Minas Gerais.
As investigações apontam a atuação de novos núcleos suspeitos de integrar um esquema de importação clandestina, armazenamento, fracionamento, divulgação e venda de canetas emagrecedoras de origem estrangeira, sem autorização dos órgãos sanitários brasileiros. Um dos alvos seria um empresário de Coronel Fabriciano.
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Segundo a Polícia Federal, os medicamentos investigados são, principalmente, produtos à base de tirzepatida, retatrutida e outras substâncias semelhantes, comercializados de forma irregular. No caso da retatrutida, o fármaco ainda está em fase experimental. As chamadas canetas emagrecedoras vêm ganhando popularidade nos últimos anos, mas a venda e a importação desses produtos depende de autorização sanitária e do cumprimento das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Importação de caneta emagrecedora feita no Paraguai foi o foco da primeira fase da operação
Na primeira fase da operação, realizada em março deste ano, a PF apurou a importação clandestina e venda de tizerpatida sob o nome de “Lipoless”. O grupo criminoso estaria importando o medicamento, que não tem autorização da Anvisa para circulação no Brasil, do Paraguai. Os alvos estavam nas cidades de Caratinga, Ipatinga e Coronel Fabriciano.
Esta segunda fase da Operação Sanitas é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas na primeira etapa da ação. As diligências realizadas em Belo Horizonte buscam reunir novas provas sobre a atuação dos envolvidos e interromper a circulação dos medicamentos irregulares.
De acordo com a Polícia Federal, o nome da operação faz referência à preservação da saúde pública e à necessidade de garantir que medicamentos comercializados à população atendam às exigências sanitárias e de segurança.
Vereador de Ipatinga foi preso pela PRF com canetas emagrecedoras irregulares
No começo deste mês, o vereador e presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, e também investigador da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Werley Glicério Furbino de Araújo, foi preso durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-262, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com ele, os policiais também encontraram canetas emagrecedoras produzidas no Paraguai.
De acordo com a PRF, os policiais abordaram o veículo conduzido pelo homem e encontraram um simulacro de arma de fogo. Durante a fiscalização, também localizaram, dentro de uma sacola acondicionada em um cobertor, canetas emagrecedoras, medicamentos à base de canabidiol, produtos de uso terapêutico e estético, além de outros medicamentos introduzidos irregularmente no país, todos provenientes do Paraguai. O homem de 50 anos afirmou ser o proprietário dos materiais apreendidos.









