A Polícia Federal (PF) faz uma operação, em Minas Gerais, contra a migração ilegal de pessoas para os EUA. Interessados em entrar ilegalmente nos Estados Unidos teriam sido atraídos por um esquema criminoso que atuava há anos no Leste do estado. Quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos na manhã desta terça-feira (4) em Governador Valadares.
De acordo com a Polícia Federal, as vítimas eram convencidas a pagar altas quantias em dinheiro ou entregar bens, como veículos e imóveis, para viabilizar a travessia clandestina.
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As investigações apontam que, durante o trajeto, parte dos migrantes era submetida a situações de vulnerabilidade. Também foram registradas denúncias de ameaças e cobranças consideradas abusivas, o que reforçou a suspeita de atuação de uma organização voltada à promoção da migração ilegal, além de outros crimes, como associação criminosa.
Operação da PF busca aprofundar as investigações sobre imigração ilegal
A Operação Ponto Final é realizda em Governador Valadares e região. A ação teve como objetivo recolher documentos, aparelhos eletrônicos, mídias digitais e outros materiais que possam ajudar a esclarecer a estrutura do grupo e identificar todos os envolvidos.
Segundo a PF, as investigações continuam para apurar a extensão das atividades criminosas, identificar possíveis beneficiários do esquema e reunir novas provas sobre a atuação da organização. O nome da operação faz referência à intenção de interromper de forma definitiva o funcionamento do grupo investigado, que, conforme as apurações, vinha fazendo vítimas ao longo dos últimos anos.
Esta é a segunda operação da PF contra migração ilegal para os EUA em 2026
Em maio deste ano, a Polícia Federal também cumpriu mandados em Contagem, na Grande BH, e Água Boa, no Vale do Rio Doce, numa operação que visava o combate da migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos (EUA) por rotas pelo México.
As investigações começaram em Governador Valadares, a partir de análise de dados de crimes violentos e de furto de gado, em que foram identificados indícios de pessoas vinculadas à organização de viagens clandestinas aos EUA.
Segundo a PF, os investigados atuam no aliciamento, organização logística, intermediação financeira e viabilização de deslocamentos irregulares de migrantes brasileiros, mediante pagamento de altos valores pagos pela travessia clandestina via México.
A Justiça Federal autorizou pedidos de busca e deferiu a solicitação da PF pelo sequestro de bens e valores de investigados, até o valor de R$ 6,8 milhões.









