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Prefeitura de Congonhas monitora ações de mineradoras para diminuir poeira sobre a cidade

13/07/2026 às 13h00
Prefeitura de Congonhas acompanha ações das mineradoras para reduzir nuvem de poeira sobre a cidade
(Foto: Reprodução)

Após a notificação sobre uma nuvem de poeira sobre Congonhas, na região Central do estado, a prefeitura da cidade monitora, nesta segunda-feira (13), o desenvolvimento das ações das mineradoras para mitigar os problemas causados pela mineração neste período de tempo seco. A combinação da falta de chuvas, ventos fortes e a mineração vem provocando uma nuvem de poeira na região. Em nota, a CSN Mineração disse que interrompeu os trabalhos temporariamente e preventivamente.

De acordo com a Prefeitura de Congonhas, a nuvem de poeira foi vista descendo do Morro do Engenho para a área urbana, o que levou o município a determinar a paralisação das mineradoras nesse domingo (12). Entre os trabalhos desempenhados para melhorar a qualidade do ar na cidade, a recomendação é de que as empresas adotem medidas como o uso de canhões d’água e também umidificação das vias de acesso aos complexos minerários.

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“A competência do município é bastante limitada nesses cenários. Nós temos legislações que são, principalmente, federais e estaduais, e, muitas vezes a legislação federal é ainda pouco sensível para a realidade dos municípios como Congonhas. Para os municípios que têm mineração, onde nós vivemos um pico de poeira de repente, na verdade, por várias condições, e essa poeira vai se diluindo ao longo do dia, a legislação é mais protetiva em relação a situações em que a poeira dura por longos períodos e não é o caso de Congonhas”, explicou o Secretário Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Congonhas, João Luís Lobo de Castro.

Em função da formação de nuvens de poeira sobre a cidade, desde ontem, a CSN, Vale, Ferro+ e a Gerdau foram orientadas a suspender as atividades enquanto o problema persistir. Segundo o município, as quatro empresas são responsáveis por mais de 96% das emissões de material particulado registradas na cidade.

Em nota, a CSN afirma que vem “focando suas atividades no reforço das ações de controle de poeira, com intensificação da umectação de vias e áreas expostas por meio de sistemas de aspersões fixas e móveis, aplicação de polímeros, fechamento de vias internas e acompanhamento contínuo das condições climáticas e ambientais”.

Já a Gerdau informou que foi citada, mas afirma não ter atividade minerária em Congonhas e que, portanto, “não há qualquer indício de relação das suas atividades com a informação do material particulado lançado na atmosfera da cidade”. A companhia afirma, ainda, que tem operações no município de Ouro Preto, mas que elas são distantes dos limites com Congonhas.

A reportagem aguarda retorno das outras mineradoras mencionadas pela prefeitura.

Nuvem de poeira foi gravada neste domingo em Congonhas

Um vídeo gravado neste domingo (12), em Congonhas, mostra uma nuvem de poeira sobre a cidade da região Central de Minas, vinda das áreas de mineração. Um alerta já havia sido emitido, na semana passada, sobre o risco do fenômeno, impulsionado pelo tempo seco, comprometer a qualidade do ar na cidade. O vídeo foi gravado no começo da tarde, em um momento em que a nuvem de poeira parece descer das montanhas de Congonhas e chega a diminuir a visibilidade.

Segundo a Prefeitura de Congonhas, a combinação entre a estiagem prolongada e ventos mais intensos favorece a dispersão de material particulado, como poeira e pó de minério provenientes da atividade minerária, aumentando o risco de piora na qualidade do ar.

A prefeitura também orientou que qualquer evento significativo de emissão de material particulado seja comunicado imediatamente aos órgãos ambientais.

Fábio Galdino

Fábio Galdino é jornalista, apresentador de TV e, agora, repórter do Portal BHAZ. Natural de Santa Luzia, na Grande BH, é formado pela Universidade Federal de Ouro Preto e, nos últimos anos, dedicou à cobertura jornalística em diferentes emissoras de televisão, com passagens por afiliadas à Rede Globo, SBT e Band. Em 10 anos, participei de grandes coberturas, como eleições municipais e estaduais, a tragédia do rompimento de uma barragem, em Mariana, e a pandemia de Covid-19.

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