Empresários investem R$ 140 milhões em projeto que impulsiona turismo de vinhos em Minas Gerais

25/03/2024 às 12h03
turismo vinhos
Ao BHAZ, Antônio Alberto Júnior disse que a Enovila tem potencial de colocar o estado na rota de turismo dos amantes de vinho (Daniel Mansur/Divulgação)

Minas Gerais foi o cenário escolhido para um projeto inovador no universo dos vinhos. Os empresários e irmãos Antônio Alberto Júnior e Alessandro Rios investiram cerca de R$ 140 milhões na Enovila, projeto que permite aos sócios terem a experiência de um dono de vinícola.

O objetivo é que o complexo proporcione a amantes de vinhos a oportunidade de terem rótulos exclusivos, uma adega própria, fazerem o próprio blend, além da própria casa ao lado do vinhedo, entre outras experiências. Para que isso fosse possível, os empresários vão construir uma vila com 60 casas em uma área de quase 2 milhões de metros quadrados no município de Bom Sucesso, no Sul de Minas.

Ao BHAZ, Antônio Alberto Júnior disse que a Enovila tem potencial de colocar o estado na rota de turismo dos amantes de vinho.

“O mercado do enoturismo, como a gente fala, é absurdamente gigante mundo a fora. A gente vê que é o que estava faltando para o turismo de Minas acontecer de verdade. Nós já temos muitas coisas boas, natureza, comida, hospitalidade, mas não tinha o vinho que era o que faltava”, declarou ele.

Entendendo o vinho ‘da garrafa para trás’

Antônio conta que o irmão dele, que também é sócio da Enovila, sempre foi um amante de vinhos. Os dois então tiveram a ideia de criar uma vinícola perto de casa e ficaram encantados pelo processo de produção.

“O vinho é quase um filho, a gente cuida muito. A gente conhecia só da garrafa para frente, a gente comprava e via sobre aquela safra. Mas, o mais legal, tá na garrafa para trás. Que é plantar, cuidar, colher e, principalmente discutir como vai fazer o vinho, quais misturas podemos fazer”, disse.

Com a criação da Enovila, os empresários querem que mais amantes de vinho tenham essa experiência. Para isso, os irmãos ficarão com a parte burocrática, que é o que normalmente afasta as pessoas do sonho de serem donas de uma vinícola.

“A ideia é que a gente vire uma comunidade de apaixonados por vinho que funciona 365 dias por ano. Os sócios vão poder ver por um aplicativo, em câmeras ao vivo, como é que tá sendo o plantio e os cuidados com as uvas. Ele também vai poder ficar quatro semanas por ano em uma casa aqui do condomínio e fazer uma imersão”, explicou Antônio.

Para ser sócio do projeto, a fração/cota custará a partir R$ 360 mil, e terá uma taxa de manutenção, que inclui todo o serviço de hotelaria e as experiências, de R$ 500 mensais. “Estamos ajudando a impulsionar o jeito mineiro de fazer vinhos e o jeito mineiro de fazer turismo”, finalizou o empresário.

Editado por: Lucas Negrisoli

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e repórter do BHAZ desde 2021. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.
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